segunda-feira, 30 de abril de 2012

Victor Hugo



    Victor Hugo  (Besançon, 26 de fevereiro de 1802 — Paris, 22 de maio de 1885) foi um grande poeta e escritor, além de político e jornalista francês que influenciou não apenas o pensamento do seu país, mas também do mundo de sua época. Foi autor de renomadas obras, escreveu notáveis poesias e peças de teatro.         
     Suas obras são dedicadas à política, filosofia e religião as quais balizaram os movimentos sociais que se esmeravam por recuperar, na França, os ideais da liberdade, igualdade e fraternidade.  A história de sua vida, bem como as suas obras, são conhecidas por muitos. Porém, o que poucos conhecem é que Victor Hugo se converteu ao espiritismo após o desencarne de Léopoldine, um de seus quatro filhos.
    Realizou estudos acerca das mesas girantes, editados na obra “As mesas girantes de Jersey”. Durante mais de 25 anos o poeta se ocupou dos assuntos que as “mesas girantes” suscitavam e aprofundavam, confirmando, esclarecendo e completando as respostas às quais havia chegado através de estudos e meditações.
     O autor, quando desencarnado, voltou a falar à Terra, porém, através do concurso da mediunidade. Após exatos cem anos de seu desencarne, este renomado espírito prefaciou e escreveu a obra “Árdua Ascensão”, no dia 22 de Maio de 1985, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco.
    Outros livros psicografados pelo então médium Divaldo Franco, bem como pela mediunidade de Zilda Gama, também foram publicados, os quais podem ser encontrados em bibliotecas espíritas. Eis que grande pensador da época vem ao nosso encontro não somente atestar a sobrevivência da alma, mas corroborar no entendimento da vida à luz do Espiritismo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Espaço Leitura – Umbanda Essa Desconhecida



    Para aqueles que desejam se aprofundar neste tema ou simplesmente gostariam de compreender um pouco mais a respeito da Umbanda, não podem deixar de ler este livro. Obra escrita pelo autor Roger Feraudy, médium sensitivo e um grande pesquisador de nosso remoto passado, faz valer o sincero elogio de uma ótima obra.
    Muitos acreditam que Umbanda seja um misto de religião e crendices que formaram de uma mistura de seitas e práticas africanas com o caldo cultural brasileiro; que não possui lógica, ou uma base que fundamente suas práticas e ritos. Este livro vem nos mostrar como a Umbanda, ou como remotamente era chamada pelos atlantes, Aumbandã, que significa Lei Maior, é muito, muito mais extensa e aprofundada em conhecimentos que superam de longe o que atualmente, com nosso orgulho, acreditamos saber.
    Era alta ciência praticada pelos atlantes e que recentemente, se reveste de elementos simples e humildes, para que possa alcançar todos os níveis de nossa sociedade. O livro nos entrega as chaves para a compreensão de vários enigmas relativos às entidades que trabalham na Umbanda, os rituais, os pontos, as oferendas, enfim, a vários aspectos que restam inexplicados em torno destes assuntos.
    Não se espante o leitor ao verificar o quanto encontrará de erros pelas tendas e terreiros umbandistas após a leitura desta obra. A ignorância humana sempre foi um entrave ao desenvolvimento de tudo que diz respeito ao progresso e, se por algum acaso, nos depararmos com erros grosseiros gerados pela falta de conhecimentos e estudos, lembremos primeiramente de agradecer aos nossos amigos, guias e protetores espirituais pela paciência e tolerância com que procuram nos ajudar e dirigir pelo caminho do Bem.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Espaço Ramatis – Criminosos e Marginalizados



    Pergunta - E que se deveria fazer com o criminoso irrecuperável, hostil e impermeável a qualquer orientação e auxílio a seu favor?
    Ramatis – A civilização terrícola move-se sob a determinação de um ciclo vicioso, em que as vítimas do passado situam-se posteriormente nos lares dos seus próprios algozes, a fim de se processar a reparação cármica e os ajustes espirituais.
    O pioneiros americanos invadiram o território dos peles-vermelhas, trucidando velhos, moços, mulheres e crianças para roubar-lhes as terras e os bens; a lei do carma, no entanto, obrigou a civilização americana a receber no seu seio os infelizes peles-vermelhas, desajustados violentamente nos seus antigos “habitats” comuns. E, por isso, eles hoje se movimentam no meio da civilização americana como almas agressivas e primárias que ainda são, na figura de fascínoras e “gangsters” impiedosos, praticando toda sorte de tropelias e violências contra a concepção moral moderna. Matavam no passado impelidos pelo próprio código de honra, que lhes glorificava o egoísmo de trucidar o inimigo valente. O pretos que foram caçados na África pelos capitães-de-mato do vosso país são hoje os “marginais” que proliferam nas favelas e que descem para as cidades provocando distúrbios e delinquências indesejáveis. Eram criaturas espiritualmente imaturas e irresponsáveis, tal qual as crianças que vivem os seus instintos e não sentimentos.
    E a vossa civilização terá de suportá-los com os seus problemas primários e desajustes censuráveis, porque eles vivem, atualmente, a mesma vida instintiva sem preconceitos e convenções, que lhes eram peculiares nas encarnações passadas. Em consequência, tereis de ser tolerantes, compreensivos e amorosos para com eles, cujos espíritos de “ex-africanos” ainda vibram a condição primária de sua vida anterior.
    Inúmeros pais pobríssimos ou afortunados afligem-se com o filho prevaricador, vigarista ou irresponsável, que os obriga a um reajuste cármico indesejável por força do próprio desajuste social. Naturalmente, esses progenitores ignoram que sob a vestimenta carnal consanguínea da família vive o espírito do negro africano, que outrora fora aprisionado no seio das florestas e posteriormente transportado como gado, no fundo dos navios negreiros e destinados à escravidão. Os negros africanos eram venturosos em suas palhoças primitivas, embora cultuando a sua música primária, a arte infantil, a viver os costumes selvagens sem os preconceitos da civilização. No entanto, os civilizados invadiram-lhes a comunidade e aprisionaram os mais capacitados, lançando-os no meio da civilização como animais degradados no seu “habitat” natural!
    Sem dúvida, seria absurdo que, depois de explorados pelos brancos, esses infelizes desajustados na civilização ainda fosses afastados do cenário dos seus próprios algozes. Mas a justiça sideral, infalível, fê-los nascer entre os próprios responsáveis pelas suas desventuras pretéritas cujo primarismo e instintividade cria os problemas de marginalismo, violência, desajuste social e ociosidade, porque ainda são criaturas completamente inadaptadas ao ambiente dos civilizados. Mas os brancos, algozes do passado, na sua fúria impiedosa, e orgulho condenável continuam a maltratar os negros primitivos, pois os matam como animais encurralados nas favelas ou nos desvãos das matas!
    Consequentemente, agrava-se cada vez mais a responsabilidade dos pseudo-civilizados, possivelmente antigos capitães-de-mato, caçadores de negros fugitivos, capitães negreiros de navios piratas, fazendeiros cruéis e exploradores de negras donzelas, que, em vez de indenizarem esses infelizes quanto aos prejuízos e as crueldades bárbaras de há poucos séculos, ainda hoje os perseguem e os trucidam sob o sofisma da inviolável justiça humana! Mas a Lei inflexível os espera, no além-túmulo, onde terão de gemer e ranger os dentes por muitos séculos e séculos de reparação.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Missão Ou Expiação?



    É natural ouvirmos qualquer um destes termos no meio espírita e muito comum também em livros ou textos, mas ainda existe muita confusão em saber diferenciá-los muito menos o que são exatamente. Missão e expiação são duas coisas distintas, bem diferentes e abaixo tentarei explicá-las de forma mais simples possível.
    Seria útil que lessem sobre o carma que nada é mais do que a Lei de ação de reação, para que possam compreender melhor o que seria expiação.   Todas as ações geram um efeito e na espiritualidade costuma se dizer que boas ações geram um carma positivo ou bom carma e as ações más, geram um carma negativo ou carma ruim. Pois bem, a expiação nada mais é do que o resgate do carma negativo através do sofrimento e trabalho, na maioria das vezes é duro e penoso. Não há para onde correr, perante a Lei Maior, todo débito há de ser ressarcido, e este “pagamento de débito” é o que se dá o nome de expiação.
    Como podemos notar entre os indivíduos, é o tipo mais comum de encarnação. Viemos a este mundo para progredir através das experiências, e a dor, como agente de resgate, é um companheiro inseparável de nossas vidas. Uns sofrem mais, outros menos; isto se dá pelo menor ou maior débito cármico, como também pelas escolhas das provas a que tenhamos escolhido antes de encarnarmos. Este resgate pode até ser adiado ou minimizado pelas boas ações e trabalho sincero no bem, mas nunca deixará de ser cobrado, pois que isto seria uma injustiça divina.
    Ao encarnarmos vamos assim “queimando” o carma ruim através das várias ocasiões em que nos deparamos com incidentes desagradáveis e penosos contra os quais nada parece evitar. Por nossa natural imperfeição, ao estarmos no mundo resgatando débitos, também vamos contraindo outros, o que nos mantêm presos num círculo vicioso até que por tremendo esforço de vontade, decida o homem a mudar completamente a sua maneira de ser. A este círculo vicioso os orientais o chamam de roda da encarnação.
    Superando o estágio evolutivo onde o ser humano está livre da “roda da encarnação”, passa o princípio inteligente a poder com mais liberdade, escolher de que forma poderá evoluir. Quando se decide a ajudar os irmãos que ficaram para trás na senda evolutiva e já possuindo em si conhecimentos, faculdades e pendores superiores, cumpre ele uma missão. 
    O espírito que encarna sem possuir saldo cármico negativo e cujo objetivo é instruir e ajudar a evoluir indivíduos, coletividades ou até mesmo áreas de estudos e conhecimentos, desempenha ele uma missão. Sendo assim, a missão é sempre cumprida por aqueles que, embora não tenham alcançado ainda o estado de perfeição, mas que por sua condição natural de superioridade em relação à humanidade, encarnam no globo a fim de concorrer à evolução humana.

Retorno ao blog




     Gostaria de pedir desculpas aqueles que estão sempre lendo as postagens de meu blog. Devido a razões de trabalho e saúde, deixei de colocar novos assuntos por mais de um mês, porém, retorno agora para dar continuidade as matérias e assuntos que fazem parte de estudos, pesquisas e leituras espíritas. Se possuírem alguma dúvida ou se não fui claro o suficiente sobre algo, podem coloca-la nos comentários da postagem, que no mesmo local tentarei responde-las. Acrescentei ao blog, na barra lateral direita uma seção com os últimos comentários postados, portanto é possível acompanha-los por lá. E por fim, se tiverem alguma sugestão para assuntos espíritas são bem vindos a participarem. Que Deus e a alta espiritualidade nos ajude nesta pequena e modesta empreitada de esclarecimento. Muita paz a todos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Harmonia Musical


    Como a música e uma das coisas que mais gosto nesta vida, não poderia deixar de colocar algo a seu respeito neste nosso espaço. Infelizmente a humanidade atual se nivela pelo que há de mais inferior e isto se reflete também no que o povo costuma ouvir e que apelidam de música. Barulho não é composição e grunhido não é canto, que injustiça é cometida aos artistas que dedicam décadas de suas vidas a estudar a música e a harmonia quando qualquer um que diz tocar alguma coisa se intitula músico. Como sempre falei, é possível avaliar o estado evolutivo de uma pessoa pelo que ela escuta... Leiam abaixo a psicografia do Maestre Rossini obtida por Kardec e publicada no livro “Obras Póstumas”.

    “A harmonia é difícil de definir, frequentemente confundem-na com a música, com o som resultante de um arranjo de notas e de vibrações de instrumentos produzindo esse arranjo. Mas a harmonia não é isso, não mais do que a chama não é a luz. Pode-se conceber a luz sem chama e a harmonia sem música... O sentimento, no compositor é a harmonia; a sensação no ouvinte é também harmonia, com a diferença de que ela é concebida por um e recebida pelo outro. A música é o instrumento da harmonia, ela a recebe e a dá. Ela a torna mais ou menos desvirtuada segundo seja mais ou menos executada...
    A harmonia é tão indefinível quanto a felicidade, o medo e a cólera: é um sentimento. Não é compreendido senão quando possuída, e não é possuída senão quando adquirida. O homem que é alegre não pode explicar a sua alegria; aquele que tem medo não pode explicar o seu medo; eles podem dizer os fatos que provocam esses sentimentos, definí-los, descrevê-los, mas os sentimentos restam inexplicados. O fato que causa a alegria de um não produzirá nada sobre o outro; o objeto que ocasiona o medo de um produzirá a coragem de outro. As mesmas causas são seguidas de efeitos contrários. Isso existe porque o sentimento é propriedade da alma, e que as almas diferem entre si de sensibilidade, de impressionabilidade e de liberdade.
    A música que é a causa segunda da harmonia percebida, penetra e transporta um e deixa o outro frio e indiferente. É que o primeiro está em estado de receber a impressão que produz a harmonia, e que o segundo está num estado contrário; ele ouve o ar que vibra, mas não compreende a idéia que lhe transporta. Este chega ao aborrecimento e adormece, aquele ao entusiasmo e chora. Evidentemente os homens que gostam das delícias da harmonia é mais elevado, mais depurado do que aquele que ela não pode penetrar; a sua alma está mais apta a sentir; libertar-se mais facilmente, e a harmonia ajuda a libertar-se; ela a transporta e lhe permite ver melhor o mundo moral. De onde é necessário concluir que a música é essencialmente moralizadora, uma vez que leva a harmonia às almas, e que a harmonia as eleva e engrandece.
    E agora, se se considera que a harmonia flui do espírito, disso se deduzirá que se a música exerce uma feliz influência sobre a alma, a alma que a concebe, exerce também uma influência sobre a música. A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande e que adquiriu a harmonia, produzirá obras primas capazes de penetrar as almas mais blindadas e comovê-las. Se o compositor ainda é uma alma inferior, como representará a virtude que ele desconhece, o belo que ignora e o grande que não compreende? Suas composições serão o reflexo de seus gostos sensuais, de sua leviandade, de sua indiferença. Elas serão ora licenciosas e ora obscenas, ora cômicas, ora burlescas; comunicarão aos ouvintes os sentimentos que exprimirão e os perverterá ao invés de melhorá-los.”
 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mensagens de Emmanuel - Ricamente



“A palavra do Cristo habite em vós, ricamente...” – Paulo (Colossenses, 3:16)

Dizes confiar no poder do Cristo, mas, se o dia aparece em cores contrárias à tua expectativa, demonstras deplorável indigência de fé na inconformação.
Afirmas cultivar o amor que o Mestre nos legou, entretanto, se o companheiro exterioriza pontos de vista diferentes dos teus, mostras enorme pobreza de compreensão, confiando-te ao desagrado e à censura.
Declaras aceitar o Evangelho em sua simplicidade e pureza, contudo, se o Senhor te pede algum sacrifício perfeitamente compatível com as tuas possibilidades, exibes incontestável carência de cooperação, lançando reptos e solicitando reparações.
Asseveras procurar a Vontade do Celeste Benfeitor, no entanto, se os teus caprichos não se encontram satisfeitos, mostras lastimável miséria de paciência e esperança, arrojando teus melhores pensamentos ao lamaçal do desencanto.
Acenderemos, porém, a luz, permanecendo nas trevas?
Daremos testemunho de obediência, exaltando a revolta?
Ensinaremos a serenidade, inclinando-nos à desesperação?
Proclamaremos a glória do amor, cultivando o ódio?
A palavra do Cristo não nos convida a marchar na fraqueza ou na lamentação, como se fôssemos tutelados da ignorância.
Segundo a conceituação iluminada de Paulo, a Boa Nova deve irradiar-se de nossa vida, habitando a nossa alma, ricamente.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Espaço Ramatis – Instrumentos da Fé



    A comunidade terrícola ainda está muito longe de prescindir dos instrumentos palpáveis que impulsionam a fé. A grande maioria das populações, no estágio evolutivo em que se encontra, ainda precisa dessas escoras para conseguir se religar ao Criador. Não têm consciência da onipresença de Deus e as mentes não estão treinadas para despertar, solitariamente, as potencialidades divinas que lhes são imanentes...
    ...A religião é um meio de religar-se ao Todo, ao Criador. Não é um fim em si mesma, com propósitos e interesses exclusivistas e de classes, portanto, a instituição religiosa não deveria sobrepor-se à religiosidade. Dentro das leis de causalidade que regem a harmonia cósmica, fixaram-se no inconsciente dos terrícolas atavismos contrários ao que se espera em relação à fé, atribuindo-se a instrumentos exteriores a força de religação com Deus, que, originariamente, provém do interior de cada um.
    À época presente, o que seriam as seitas evangélicas sem a Bíblia e suas interpretações mais ardentes e lamuriosas; a Umbanda sem as oferendas, os despachos à beira da natureza, os pontos e as pembas; o catolicismo sem seus paramentos, suas insígnias e o ato confessional de joelhos diante da impessoalidade do sacerdote; os rosa-cruzes e maçons sem os templos e seus graus simbólicos e filosóficos; os místicos sem os mantras e o retiro meditativo; a benzedeira sem a velinha acesa?
    ...Uma das prerrogativas para a ascese do espírito imortal é o amor ao próximo... Por sua vez, a exteriorização da fé, necessidade e direito dos cidadãos, não determina a ascensão, e sim os sentimentos e as obras realizadas.
    ...Respeitai o agente da fé de cada um... Jesus, o espírito mais evoluído e de maior mentalismo que já pisou em vosso orbe, nunca deixou de impor as mãos, mesmo podendo agir somente com o seu pensamento crístico. Acatemos o tempo necessário à evolução de cada um, até quando chegar o momento de despertar interno sem exigência de exteriorizações.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mensagens de Pai João de Aruanda



O Sabor da Caminhada

    A vida parece muitas vezes difícil. Eu sei! E você ainda diz, meu filho, que a vida é dura... Pai-velho lhe fala com todo o carinho que essa dureza da vida é só aparência, pois, se a vida lhe parece dura, é porque você é mole.
    O vencedor na vida é aquele que não abandona a jornada e prossegue confiante, superando os obstáculos. Numa corrida, o atleta encontra, naturalmente, desafios a vencer e muitas barreiras, que exigem mais disposição, firmeza e coragem. Nenhuma vitória é conquistada sem lutas.
    Se você adotou uma idéia, uma doutrina ou filosofia, não espere que as coisas sejam fáceis. Surgirão dificuldades, que servirão de teste para averiguar sua competência e seus valores.
    Se você empreende um negócio, não seja imaturo a ponto de pensar que tudo será como um mar de rosas. Como todo ser humano, você só atingirá a tranquilidade após o esforço da conquista.
    Sem aqueles espinhos, sem as pedras e desafios ou as sinuosidades do caminho, não aprenderíamos o valor das experiências, nem teríamos noção da grandeza da vitória. Enfim, sem os obstáculos, meu filho, ninguém conseguiria saborear a vida e o viver.
    Aprenda a viver o caminhar, a sentir o sabor do percurso, e quem sabe você não perceberá a beleza da paisagem?
    Não espere a vitória plena a fim de se alegrar, de se descontrair ou usufruir as coisas boas. Aproveite a caminhada e aprecie a beleza a seu redor durante a jornada. A viagem rumo à vitória é mais saborosa em seu percurso que na linha de chegada.
    Se lhe parecem difíceis os dias e você se encontra ligado ao trabalho nobre e ao compromisso com o Alto, imagine como seria, então, caso você estivesse desligado da fonte sublime que alimenta sua alma.
    Honre, portanto, a oportunidade que Deus lhe concedeu e, aprendendo a ampliar seus próprios limites, prossiga fiel ao chamado divino. A sua felicidade é permanecer conectado à seiva viva do amor. Pense nisso e reavalie suas decisões.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Espaço Leitura – Ave Cristo



    Obra psicografada pelo médium Chico Xavier e de autoria de nosso querido orientador espiritual Emmanuel, trata-se de mais um emocionante romance com toda a característica peculiar do autor e rica em detalhes, como também experiências vividas por seus personagens. 
    O autor nos transporta mais uma vez para à antiga Roma, a gloriosa terra dos orgulhosos Césares para acompanhar-mos a trajetória de Quinto Varro e Ticiano, duas almas ligadas profundamente pelos laços do amor. Toda a estória se passa no século III depois de Cristo e nos faz vivenciar a intensa luta travada pelos primeiros cristãos com os poderes autoritários e tirânicos da antiguidade.
    De um lado toda a ignorância e brutalidade de um povo que se intitulava civilizado e de outro a simplicidade, a calma, a paz e a sabedoria daqueles que encontraram as Verdades Espirituais nas palavras e exemplos de Cristo. Na maioria das vezes o preço a se pagar para sustentar a verdadeira fé eram as torturas e uma morte cruel a que apelidavam de justiça. Inabalável era a postura destes primeiros cristãos que investidos de uma coragem divina enfrentavam sem medo algum esta temida passagem.
    Ave Cristo era o pronunciamento final destes que partiam do mundo cumprindo o papel de fiéis servidores das palavras de Cristo, e tamanho era a grandeza moral destas humildes pessoas que cegavam a comover até as mais ríspidas autoridades de sua dura época.
    Convido aos leitores a compararem a fé nascente deste cristianismo original com a fé de nossos dias atuais e que tirem suas próprias conclusões. Esta obra mais do que tudo é exemplo de humildade, fé e confiança nAquele que se entregou na cruz para nos ajudar.

Homossexualismo Sob a Ótica Espírita



    Com todo o foco e atenção que a mídia tem dado ao homossexualismo, como não falar deste assunto tão polêmico? Notícia que vai de um extremo a outro, defendido por uns, tão odiado por outros. Como o espiritismo busca explicar todas as questões, veremos como o homossexualismo é explicado segundo a ótica espírita.
    Todo o princípio inteligente percorre um longo caminho até chegar à fase humana. A centelha divina utiliza largas somas de energias psíquicas em seu crescimento interior, ora se manifestando ativamente, ora passivamente e isto determina a natureza sexual psíquica da individualidade, lembrando que a bipolaridade dos sexos encerra em cada um extenso curso de aprendizado espiritual.
    A polaridade sexual é característica psíquica da individualidade, quer isto dizer que a orientação sexual se encontra no interior do princípio inteligente e não é apenas algo adquirido pelo contato com o corpo físico, este é apenas reflexo das qualidades interiores e exteriores do corpo espiritual. Em regras gerais a experiência masculina favorece o desenvolvimento da lógica, da razão e do pensamento e a experiência feminina o desenvolvimento da parte sentimental. Não quer isto dizer que em apenas um ou outro sexo tais características se desenvolvam, apenas que são mais propícias a isto.
    Encontraremos o homossexualismo em duas ocasiões distintas. A primeira delas é quando a individualidade não progredindo nas qualidades a que o sexo oposto favorece, inicia suas próximas encarnações envergando corpos carnais que sejam do sexo que mais favoreçam o crescimento de que necessita, para este caso há uma longa preparação no astral e as primeiras encarnações trarão muitos traços e forte psiquismo da orientação sexual deixada para trás onde muitas vezes pode aflorar os antigos gostos e desejos.
    Na segunda ocasião, a inversão sexual pode acontecer de forma muito mais drástica, exercendo um “caráter punitivo”, lembrando que toda punição é aperfeiçoamento, sendo por isso mesmo mais doloroso. São os casos em que as pessoas que utilizam seus dons materiais ou intelectuais para seduzir e mentir, conquistar e descartar, menosprezando o sexo oposto. Será obrigado em sua próxima encarnação a envergar um corpo de natureza com a qual espezinhou para que possa aprender o devido valor ao que não soube dar.
    Em ambos os casos o homossexualismo se manifesta como desequilíbrio interior entre o agente psíquico e o corpo material de qual se serve no momento. Não estamos aqui para acusar, nem elogiar, apenas para entender as causas de origem profunda na qual geram um grande desconforto para a humanidade e compreender que para tudo há uma razão de ser.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Atividade Mediúnica no Lar



    A todos aqueles que iniciam nos estudos espiritualistas ou que passam a ter seus primeiros contatos com o meio, é natural que possuam muitas dúvidas e pincipalmente curiosidade. Quanto há para se descobrir e experimentar? A empolgação é um traço de quase todos os iniciantes que devido a preconceitos e mitos vários gerados principalmente pelo desconhecimento, interpõem-se com tantas dificuldades que o contato com o mundo espiritual parece ser realmente coisa de outro mundo.
    Uma das primeiras dificuldades é exatamente na prática mediúnica realizada no ambiente doméstico. Alegam os entendidos que um local para qualquer atividade mediúnica deve ser “preparado” e estritamente localizado em algum centro. Vejamos até que ponto isto possui fundamento.
    A idéia deste preparo do ambiente tem por objetivo impedir que espíritos menos evoluídos, de pouca vibração, pouca luz, malignos ou desordeiros, como muitas vezes são conhecidos, não possam ter acesso ao local onde está ocorrendo a atividade mediúnica, claro que não preciso expor as razões óbvias para evitá-los dada a natureza ainda muito imperfeita de tais entidades.
    Kardec que foi o codificador do espiritismo sempre incentivou a tentativa e prática da atividade mediúnica no lar. Para isto, nos ensinou ele que são necessárias duas coisas muito importantes: boa intenção voltada para a prática do bem e o estudo e consequente preparo íntimo de quem deseja se dedicar a este tipo de atividade.
    Não quero com isso dizer que um preparo ambiental seja algo ruim ou até mesmo desnecessário, porém, não é imprescindível para uma atividade mediúnica como é a mudança e crescimento interior no sentido de buscar unicamente o bem. Não bastará que se prepare qualquer ambiente para que pessoas levianas e cheias de más intenções não sofram as consequências das quais serão suas próprias vítimas, pois elas mesmas, através de atitudes e pensamentos abrem campo para os tão temidos ataques de espíritos menos evoluídos.
    Um preparo do ambiente é importante sim, mas não fundamental. Equiparem o preparo do ambiente a um saneamento, como se fôssemos receber visitas importantes para não passarmos vergonha ou desagradá-los. Porém, se faltar o necessário preparo íntimo é o mesmo que estarmos sempre de portas abertas para quem quer que seja.
    O preparo ambiental é muito importante para reuniões públicas, onde várias pessoas estarão presentes. Tendo permitido a elas o acesso, muito difícil é que todo o grupo possua pensamentos e intenções do mais elevado nível, assim como a carga energética que lhes pertence. A neutralização destas energias e fluídos é consequência da preparação do ambiente.
    Ademais o contato espiritual é sempre permanente. O mundo espiritual coexiste com o material e não é apenas em atividades mediúnicas que os espíritos podem ter contato conosco. Isto eles fazem diariamente e incessantemente, porém de forma pouco perceptível para a maioria das pessoas, seja nos influenciando ou atuando de forma mais direta em todo tipo de coisa, razão pela qual não há como evitar contato espiritual.
    Ademais a todos que possuem mediunidade em certo grau já adiantado é até prejudicial a falta de uma atividade voltada para o bem. Ninguém recebe este dom sem motivo, e por qualquer razão que seja como o desleixo, preguiça ou medo, abdica de qualquer prática engrandecedora e deixa de estar amparado por bons espíritos ficando assim com o caminho aberto para os aproveitadores.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mensagens de Emmanuel - Auto-libertação



“...Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.” – Paulo. (I Timóteo, 6:7)

Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do “eu”, começa o teu curso de auto-libertação, aprendendo a viver “como possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”.
Se chegastes à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponha que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene no leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, “nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele”.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Momento de Reflexão – O Teste Silencioso



    Havia em certo local, em uma época indefinida no tempo, uma escola de grande renome e reputação. Ensinava-se lá tudo o que dizia respeito a grandes conhecimentos e verdades, o que para a grande maioria das pessoas estava oculto. Os sábios que lá viviam eram cercados de mistério e prestígio, assim como um profundo respeito por aquelas pessoas que eram tidos até como sobrenaturais por muitos.
    E como o poder nada mais é do que o conhecimento, muitas pessoas que sabiam desejavam conquistar este conhecimento superior e oculto das coisas, mas os sábios eram rigorosos na escolha de seus futuros pupilos e apenas um teste era feito a cada cinco anos e que avaliava a capacidade intelectual assim como a compreensão psíquica. Muitos tentavam, porém poucos logravam êxito.
    O personagem principal de nossa história já era homem maduro e muito introspectivo para época e, repleto de boas intenções, estava decidido a se tornar membro efetivo da instituição de tão alto renome, tanto que para isso vinha se preparando a largos anos sabendo de antemão, que não bastava ler e decorar livros, mas principalmente buscar a compreensão oculta de cada coisa.
    Foi assim que se escreveu para os testes iniciais que foram logo superados por ele com relativa facilidade. O teste final era aberto ao público e era conhecido como o teste silencioso, uma vez que ninguém poderia falar sobre a pena de ser reprovado, e, o que era mais temível, dada a natureza pública do evento, cada prova não podia ser igual.
    Apenas nosso personagem e mais um corajoso jovem foram capazes de chegar ao teste final e lá se encontravam ambos, diante de uma banca de sábios silenciosos como os mortos e atrás o público atencioso e curioso em tentar compreender o que lá ocorria. Vamos achar ambos concentrados e aguardando a convocação para o início do teste silencioso.
    O jovem rapaz que também alcançara a fase final foi chamado primeiro por um sábio, apenas com o movimento da mão, e logo em seguida lhe mostrou o dedo indicador da mão direita apontado para o alto, o jovem refletiu um pouco e apontou o dedo indicador da mão esquerda para o alto copiando a atitude do sábio. O sábio mostrou-lhe dois dedos, o que também foi feito pelo jovem de maneira igual, assim como com o terceiro dedo. O sábio pareceu estar satisfeito e fez o jovem recuar indicando-lhe com a mão para que nosso herói pudesse vir à frente.
    O mesmo foi feito a ele com o dedo indicador, porém depois de refletir um pouco, mostrou-lhe dois dedos em atitude bem diferente da do sábio. Este um pouco que impressionado mostrou-lhe três dedos, no que foi prontamente respondida com quatro dedos, o que mais uma vez surpreendeu o sábio. Por fim, o sábio lhe mostrou cinco dedos e nosso herói lhe apresentou a mão fechada dando por encerrada esta parte com grande satisfação do sábio.
    Um outro sábio então colocou sobre uma mesa repleta de comestíveis e bebidas um grande copo de vidro transparente repleto de água até a boca e chamando o jovem sem emitir qualquer ruído lhe indicou a mesa. O jovem não compreendia bem o significado daquele grande copo repleto de água no centro da mesa e depois de muito pensar escolheu uma das bebidas mais valiosas e adicionou um pouco no grande copo o que fez que algumas gotas escorressem pela borda sendo convidado a abrir espaço com grande cara de reprovação por parte do sábio. Outro grande copo foi posto à mesa repleto de água e convidado pelo sábio a se aproximar, nosso herói meditou por algum tempo no significado daquela cena para grande apreensão da plateia que a tudo assistia aflita, e após decidir-se, afastou-se da mesa vagarosamente parecendo procurar algo, os sábios entreolharam-se como a questionar o motivo de tal atitude. Por fim, nosso herói parecendo ter achado o que procurava voltava com grande sorriso no rosto trazendo uma pequenina flor entre as mãos, e, com muito delicadeza a colocou sobre a água do copo sem deixar que escapasse nada o que foi prontamente aplaudido pelos sábios que apressaram-se a levantar e cumprimenta-lo com grande alegria, deixando o público mais uma vez sem compreender nada.
    Após a parabenização, nosso herói foi convidado a explicar ao público o que havia ocorrido no teste. Ele começou a explicar que o primeiro sábio com o dedo indicador lhe mostraria uma grande verdade, seu colega ao copiar-lhe a posição invertida quis com isso dizer que se espelharia nele com esta verdade e assim foi até a terceira, porém, ele mesmo quis mostrar ao sábio que lhe daria duas verdades ao invés de uma e assim foi até que chegasse a cinco, quando então ele lhe mostrou a mão fechado simbolizando o círculo sem início e sem fim representando o infinito. 
    Sendo em razão disto escolhida a segunda prova em que o copo repleto de água simbolizava a pessoa cheia de conhecimento. Qualquer conhecimento que fosse acrescentado “escorreria” pelo fato de alguém já estar repleto. Foi assim que seu colega perdeu a prova ao tentar acrescentar algo em um recipiente que já estava cheio. Ele preferiu demonstrar com a sua atitude de colocar a flor sobre a água que não veio para acrescentar nada, mas que poderia adicionar a beleza como uma forma de enxergar diferente aquilo que já conhecia.  

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fanatismo – O Perigo das Religiões (continuação)



    Para continuar a comentar sobre o tema procurei no Wikipedia a definição da palavra fanatismo: “Fanatismo (do francês "fanatisme") é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente freqüente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio. Em Psicologia, os fanáticos são descritos como indivíduos dotados das seguintes características: 1. Agressividade; 2. Preconceitos vários; 3. Estreiteza mental; 4. Extrema credulidade quanto ao próprio sistema, com incredulidade total quanto a sistemas contrários; 5. Ódio; 6. Sistema subjetivo de valores; 7. Intenso individualismo; 8. Demora excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância”.
    É bem claro o texto quando expressa que o fanatismo é um estado irracional, convém lembrar aqui que Kardec ao codificar o Espiritismo deixou CLARO que qualquer interpretação irracional deve ser repudiada, pois tudo fundamenta-se em leis e princípios lógicos e racionais, onde assim, desfere ele um profundo golpe sobre as crendices e mitos que giram em torno dos estudos espíritas.
    Lamentamos ver irmãos que abdicam do ato de raciocinar, ponderar e refletir sobre o que quer que seja alegando estar assim agradando a Deus. Muitos religiosos acreditam que somente pela fé o homem pode alcançar uma pretensa salvação após a morte. Lembremos que a fé ensinada por Cristo nunca foi cega, pois Ele mesmo foi um ilustre Mestre a ensinar a todos, independente de raça ou condição social, através de suas parábolas para que o povo inculto e ignorante pudesse compreender alguma coisa sobre as Leis Maiores da Vida. Que necessidade haveria de ensinamento e compreensão se para uma fé cega bastaria apenas a crendice? Não seria melhor que Jesus tivesse vindo soltando raios, ordenando e exigindo obediência a Ele?
    Apurar os sentimentos através de uma fé inabalável no Criador é um dever de todo cristão, porém não esqueçamos que a lógica e o raciocínio também foram dados ao homem pelo mesmo Criador para que deles fizéssemos bom uso, não para que fossem renunciados por nenhum pretexto. Ademais, vale lembrar também que toda crença somente se torna sólida quando se apoia no conhecimento. A crendice de que imagens poderiam ser transmitidas de qualquer ponto do globo para aparelhos capazes de recebê-las só foi bem aceita por todos quando souberam e compreenderam a explicação física das ondas de rádio frequência e transmissão a longas distâncias.
    Algo semelhante se sucede também a tudo o que diz respeito à espiritualidade, uma vez que conhecendo e compreendendo os fenômenos e leis que regem o universo, o ser humano sai do abstrato e da crendice para algo palpável, explicável e racional como demanda a índole do homem científico do século vinte e um. Quando afirmou Jesus que nem só de pão viveria o homem quis com isto dizer que o conhecimento e a compreensão de tudo o que existe faz parte da índole humana.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fanatismo – O perigo das Religiões



    Certo dia, ao conversar com um colega que é evangélico e se diz estudioso no assunto, dialogávamos sobre ciência. Para alguém que se diz um estudioso na área, posso dizer que fiquei pasmado com algumas de suas alegações. 
    Em certo momento da conversa, falávamos sobre a evolução e uma das coisas que ouvi dele foi “o homem não evoluiu do macaco”, claro que contrariei esta alegação, uma vez que a lei de evolução faz parte da natureza e a tudo se aplica, pode ser lenta ou estacionária por muitos anos até, mas está sempre presente e nada contém a sua lenta, porém inabalável marcha, e as espécies animais e vegetais estão sujeitos a ela. A ciência hoje possui provas mais do que suficientes para se negar isso.
    Nossos irmãos evangélicos costumam cair no erro a que chamamos de fanatismo, uma vez que pretendem que tudo o que se é conhecido hoje seja distorcido segundo o que eles interpretam em relação à Bíblia. Por muitos anos as igrejas negaram tudo o que a ciência descobria ou afirmava alegando muitas vezes que era obra do diabo. No século 21, era da informação, não há condições de negar fatos, uma vez que eles existem e necessitam ser explicados, só resta então adequá-los segundo a melhor interpretação bíblica.
    Por séculos as religiões ocidentais defenderam que a Terra era o centro do universo e que o sol, assim como todas as estrelas, girava em torno do nosso planeta e nem por isso a ordem dos astros foi abalada. Triste seria a um destes religiosos constatar hoje que estavam completamente errados. Qualquer um pode acreditar no que quiser, mas lembrem-se de que a verdade é uma só e que nada irá mudar a gosto de quem quer que seja.
    Ficou claro que o meu colega deixou a entender que sendo o homem a imagem e semelhança de Deus não poderia ter evoluído de uma espécie inferior como os primatas, como se a natureza que é criação de Deus fosse algo inferior e incapaz de expressar a grandeza divina. Vale lembrar aqui que na afirmação bíblica de que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus nada consta que esta criação está finalizada e que quem admite que assim seja, que o homem com toda sua imperfeição seja o produto final da semelhança com o criador, será triste, mas forçosamente terá que admitir que as falhas da criação são erros do criador.
    Atualmente há entre os evangélicos e católicos uma interpretação muito literal, em certos trechos apenas, do livro da gênese no qual tentam manter uma teoria chamada a teoria do “criacionismo”. O interessante desta teoria é de que tudo o que existe de insustentável no livro da gênese é interpretado de forma relativa e certas coisas, algumas vezes absurdas até, de forma literal. E claro, resulta uma teoria insustentável pela ciência e que volta aos moldes medievais podendo ser apenas aceita pela fé.
    Irmãos, abram os olhos, vivemos hoje num período de esclarecimentos e erros tão grotescos como estes não se sustentam diante das verdades já alcançadas pela ciência hoje. Que o homem acredite que o sol é azul ou que seja quadrado não fará com que ele altere a sua própria natureza, composição química e forma para atender ao orgulho de um pretenso conhecimento. Busquemos moldar o que sabemos as novas verdades e não distorcer as novas verdades ao que julgamos saber.
    A doutrina espírita ensina que o homem não é um produto acabado e que o estágio humano é apenas um entre muitos das etapas de experiência e aprendizado cujo objetivo final é a perfeição na qual nos assemelharemos perfeitamente com o criador, nota-se aqui o quanto estamos longe da meta a que devemos alcançar e para isto temos como prazo o infinito.
    A coisa mais triste desta estória é constatar como nossos irmãos ainda se debatem em questões tão primárias e superficiais como estas, quando poderiam estar desbravando um conhecimento espiritual muito superior e muito além destas questões materiais e de importância secundária.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Espaço Leitura – Legião



    Livro psicografado por Robson Pinheiro e escrito pelo espírito Ângelo Inácio, é o primeiro da série e trilogia “Um Olhar Sobre o Reino das Sombras”. Para aqueles que não conhecem o autor espiritual devo dizer que ele escreve de forma irreverente, algumas vezes cômico até, tornando a obra algo fascinante de se ler e simples de entender.
    Ângelo se une a alguns espíritos que trabalham na área de umbanda, porém com altíssimo conhecimento e elevação moral para ingressar nas áreas umbralinas e abissais do mundo astral para conhecer a ciência, a política de poder e os interesses dos espíritos vulgarmente chamados de trevosos. Nos relata assim a ordem que é estabelecida por eles, sua cadeia de comando e o gênero de vida que levam estes irmãos infelizes e perdidos na cegueira do egoísmo.
    É de impressionar o poderio do mundo trevoso, conhecemos no livro as falanges de cientistas voltados ao mal, da guarda especializada dos espectros, do conhecimento oculto dos magos negros, da especialização da falange de obsessores, enfim, de todo um mundo cuja existência é a ganância por poder e a satisfação em praticar o mal.
    O espírito do preto velho João Cobú acompanha a expedição e demonstra mais de uma vez que todo o poder do lado sombrio não é capaz de muita coisa contra a força do verdadeiro bem. Em razão disto, nossos irmãos trevosos se especializam em ataques indiretos contra as hostes do bem manipulando e alterando verdades para influenciar o maior número de pessoas a não conseguirem a reforma íntima necessário para sua elevação espiritual.
    O leitor irá se espantar ao deparar com casos como os de sequestro de duplo etérico de encarnados e com a avançada ciência empregada contra a humanidade, mas não devemos temer estudá-la, pois é conhecendo como o mal trabalha é que saberemos nos defender corretamente.
    É um ótimo livro no qual todo estudioso dos assuntos de espiritualidade deveria ler, pois trata de assuntos de importante interesse e na qual influencia de forma direta a sociedade na qual vivemos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Momento André Luiz – Trechos de Ação e Reação



    Irei transcrever abaixo alguns trechos do livro Ação e Reação de André Luiz no momento em que o autor se encontra em uma colônia de ajuda localizada nas regiões inferiores do umbral e no momento do relato, a região era castigada por uma grande tempestade.
    “Ventania ululante, carreando consigo uma substância escura, semelhante a lama, remoinhava com violência, em torvelinho estranho, a maneira de treva encachoeirada...
    E do corpo monstruoso do turbilhão terrível rostos humanos surgiam em esgares de horror, vociferando maldições e gemidos. Apareciam de relance, jungidos uns aos outros como vastas correntes de criaturas agarradas entre si, em hora de perigo, na ânsia instintiva de sobreviver...
    ... – Por que não abrir as portas as que gritam lá fora? Não é este um posto de salvação?
    - Sim – Respondeu o Instrutor sensibilizado -, mas a salvação só é realmente importante para aqueles que desejam salvar-se. Para cá do túmulo, a surpresa para mim mais dolorosa foi essa, o encontro com feras humanas, que habitavam o templo da carne, à feição de pessoas comuns. Se acolhidas aqui, sem a necessária preparação, atacar-nos-iam de pronto. E não podemos esquecer que a ordem e a base da caridade.
    Logo após, recompondo a expressão fisionômica, o Instrutor prosseguiu:
    - Somos hoje defrontados por grande tempestade magnética, e muitos caminheiros das regiões inferiores são arrebatados pelo furacão como folhas secas no vendaval.
    - E guardam consciência disso? Perguntou Hilário perplexo.
    - Raros deles. As criaturas que se mantêm assim desabrigadas, depois do túmulo, são aquelas que não se acomodam com o refúgio moral de qualquer princípio nobre. Trazem o íntimo turbilhonado e tenebroso, qual a própria tormenta, em razão dos pensamentos desgovernados e cruéis de que se nutrem. Alojá-los de imediato, nos santuários de socorro aqui estabelecidos, será o mesmo que asilar tigres entre fiéis num templo.
    - Mas conservam-se, interminavelmente, nesse terrível desajuste?
    - Isso não. Semelhante fase de inconsciência e desvario passa também como a tempestade, embora a crise, por vezes, persevere por muitos anos. Batida pelo temporal das provações que lhe impõem a dor de fora para dentro, refunde-se a alma, pouco a pouco, tranquilizando-se para abraçar, por fim, as responsabilidades que criou para si mesma.
    - Quer dizer então, - disse por minha vez – que não basta a romagem de purgação do espírito depois da morte nos lugares de treva e padecimento para que os débitos da consciência sejam ressarcidos...
    - Perfeitamente – aclarou o amigo – o desespero vale por demência a que as almas se atiram de incontinência e revolta. Não serve como pagamento nos tribunais divinos. Não é razoável que o devedor solucione com gritos e impropérios os compromissos que contraiu mobilizando a própria vontade...
    ...Asseguro-lhes assim, que nas zonas infernais propriamente ditas, apenas residem aquelas mentes que, conhecendo as responsabilidades morais que lhes competiam, delas se ausentaram, deliberadamente. O inferno, a rigor, pode ser definido como vasto campo de desequilíbrio, estabelecido pela maldade calculada, nascido da cegueira voluntária e da perversidade completa. Aí vivem domiciliados, às vezes, por séculos, espíritos que se bestializaram, fixos que se acham na crueldade e no egocentrismo...” 
 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Espaço Ramatis – Elementais



    Seguindo a explicação sobre a evolução do ser, chagaremos a fase elemental e nada melhos que uma explicação de Ramatis para tal questão.
    Pergunta – Poderemos receber esclarecimentos sobre a situação dos elementais? Devemos classifica-los como espíritos?
    Ramatis – São embriões de mentes humanas. Encarnarão primeiro entre os selvagens. Apresentam já esses condicionamento na sua união com os elementos da natureza e no fato de se esquivarem ao contato do homem preferindo a solidão dos ambientes silvestres. Como estacionam em nível elementar de evolução mental, recuam diante do desconhecido até que lhes capte a confiança e então tornam-se totalmente submissos, sem capacidade de discernir numa orientação própria. Não conseguem sobrepor-se à mente mais poderosa que os comanda. Por isso há homens conhecedores dos mistérios do pensamento e da vontade que influem e dirigem os elementais para alcançar propósitos pessoais.
    Desejamos alertá-los para o fato de que estes seres possuem a capacidade de formar hábitos e não se conformarão facilmente em modificá-los se seus irmãos mais desenvolvidos habituarem-nos a determinadas práticas. A responsabilidade de quem dirige seus poderes mentais é enorme e carregará consigo o séquito de seus colaboradores, suportando-lhes as tendências, que ele próprio incumbiu de alimentar. Assim, aqueles que com objetivos pessoais dominam mentes embrionárias, certos ou errados em suas atividades, terão que suportar a companhia e os riscos a que se ligam neste consórcio.
    Os elementais não existem para servir de companheiros serviçais do homem. A este, que está mais acima na escala da evolução, é que cabe dar, quanto aos detalhes da orientação a que devem obedecer aquelas mentes embrionárias, cumpre à direção mais alta da vida fornecê-la.
    Se vos entregardes a estas práticas nocivas e com o correr da evolução conseguirdes libertar-vos do amor às coisas temporárias, ainda assim tereis que arcar com o ônus de orientar um ser menos evoluído, responsabilidade que vos pesará, pois para ele será muito difícil a libertação de hábitos cultivados, em virtude de seu baixo teor vibratório.
    A situação dos elementais é a de quem abre os olhos para a vida a fim de ser enriquecido pela experiência que lhe surgir. São alegres, joviais e desconhecem os problemas morais que enredam o homem em sucessivas peregrinações pela Terra. São almas “em branco” quando surgem encarnadas após o estágio no plano astral. Não sofreram experiências, são crianças espirituais e isto pode ser sentido ainda na vibração de simplicidade que caracteriza os selvagens.
    Os elementais, pois, são Centelhas de Vida individualizadas, com uma etapa primária de evolução cumprida e outra maior e mais rica a ser vivida. São, portanto, espíritos em escala subumana de evolução.

Século 21 – Era do Mentalismo



    Muito embora todos os avanços tecnológicos que a humanidade atual alcançou, a sociedade é cada vez mais assolapada pelos vícios e desregramentos que atingem a todos. Neste caldo cultural onde parece não haver limites para mais nada e até mesmo a vida humana perdeu o valor e o significado. O ser humano se encontra em uma verdadeira cilada onde a porta aos prazeres grosseiros é a única saída que encontra.
    Frente a esta tempestade que aniquila a humanidade surge toda uma gama de doenças com seus cabedais de dores e sofrimentos a açoitar ininterruptamente toda a espécie. A medicina e seus representantes assim como uma grande representação de cientistas se vêem de mãos amarradas totalmente incapazes de sanar estes malefícios com suas drogas e intervenções.
    Cansado de sofrer, eis que o homem busca soluções em uma nova categoria de tratamentos procurando a causa de muitos males profundos no interior do psiquismo humano. Psiquiatria e psicoterapia são apenas alguns exemplos que as respostas procuradas pelo homem se encontram além da matéria física, em que nenhum olho humano é capaz de enxergar com seus microscópios.
    Desbravadores da psique humana, estes cientistas alcançam locais nunca conhecidos por ninguém, adentram o subconsciente, analisam o consciente, e se maravilham com o superconsciente. Comprovam que o homem é muito mais que uma simples máquina biológica e que além disto, todo o seu poder psíquico vai muito além das capacidades biológicas.
    Estes cientistas são os pioneiros da era do mentalismo, era em que chegamos agora e que nos demostrará que apenas o real equilíbrio interior do psiquismo humano será capaz de extinguir toda a gama de misérias que assola a todos nós. É chegada a hora de uma nova fase para a humanidade, onde buscaremos crescer, equilibrar e compreender toda a complexidade de nossa natureza interna.