terça-feira, 19 de abril de 2011

Ajuda mediúnica – Socorro Espiritual



    É comum vermos em qualquer centro espírita, algum trabalho de socorro aos desencarnados realizado pela equipe mediúnica, e para a grande maioria, tudo ali é um mistério no que diz respeito em como ocorre, quem realiza e como é este socorro.
    Vale lembrar que cada caso é um caso, e o que pretendo escrever aqui é por assim dizer de forma generalizada e coloco como exemplo um atendimento em que é dos mais comuns, o de esclarecimento dos desencarnados ou obsessores.
    Primeiramente tenhamos a idéia de que o principal e mais difícil trabalho é realizado no plano astral por espíritos diversificados em tarefas específicas, temos assim uma vasta variedade de especializações no que dizem respeito à ajuda e socorro de desencarnados. Temos técnicos aprimorados por exemplo em psicometria, faculdade em que tocando-se objetos entra em relação com pessoas e fatos envolvidos, onde pode desvendar assim o passado e a trama do que ou quem está envolvido. Temos também técnicos experientes em doação de energias e ativação de chackras que são os centros de força energéticos que possuímos.
    A quantidade e aplicação de técnicos no astral é vasta e não cabe aqui nos alongarmos em demasia, citei apenas estes como exemplo. Mas então nos perguntamos qual a necessidade da ajuda de médiuns e pessoas encarnadas nestes atendimentos?
    Como encarnados possuímos dois corpos a mais que eles, o físico e o duplo etérico. Possuímos assim a faculdade de elaborar certos fluídos energéticos e animais com estes corpos em que ajudam e muito no tratamento de nossos irmãos necessitados, como o tão famoso ectoplasma por exemplo.
    Desencarnados que ainda vibram em condições grosseiras e primárias demais necessitam ainda de uma breve incorporação mediúnica, pois este recurso lhe proporciona um choque anímico em que muitas vezes os tiram de vícios mentais que impediam de avaliar sua real situação e casos há que através de um desencarne violento, a entidade acredita-se ainda mutilada, algo que é remediado com alguns momentos em contato direto com as energias vitais de um contato direto com um médium.
    Em relação aos obsessores, o choque direto com a realidade material, onde já viveram e passaram muitas experiências, desencadeia em seu psiquismo, “uma volta” a condição humana, coisa em que muitos deles tentaram esquecer, e os guias espirituais aproveitam-se desta oportunidade para reativar lembranças amorosos ou dolorosas de seu passado, provavelmente os motivos reais que o levaram a se rebelar.
    Eis um pequeno resumo dos trabalhos de ajuda e socorro espiritual prestados num centro espírita. Se alguém tiver dúvidas em relação a este vasto e amplo tema, ficaria feliz em tentar ajudar.

Espaço Leitura – A Vingança do Judeu



    Este é mais dos livros que mereciam ganhar um prêmio literário. Obra prima de Rochester, este livro demonstra sua grande genialidade como escritor. Romance espírita psicografado pela médium Wera krijanowsky é um trabalho rico na linguagem e formas de expressão, assim como é de simples entendimento.
    Rochester narra uma de suas encarnações onde vive na pele do personagem principal, o jovem Samuel Mayer, que sofre o estigma do preconceito contra sua raça, os judeus. Rochester se apaixona por uma jovem de nome Valéria e faz de tudo, luta contra todos para realizar o seu sonho de casar-se com a amada, mas o destino lhe frustra as esperanças e por isso decide tramar uma grande vingança contra aqueles que entraram em seu caminho.
    Personalidade extremamente marcante, Rochester possui um caráter muito cativante deixando o leitor totalmente preso à estória e ao seu personagem. Muito carismático, não há no livro personagem que não resista a seu modo sedutor de agir e atuar, aliando-se a isso as grandes revira voltas e reveses em que Rochester é mestre em saber conseguir tornando assim cada fase do livro algo inédito e surpreendente.
    Para quem nunca leu nada de Rochester, eis uma ótima opção para se ter contato com a forma única e inusitada com que nosso ilustre escritor nos descreve suas experiências terrenas e as consequências advindas das atitudes, sejam boas ou más. 
    Não podendo esclarecer mais nada ao leitor correndo o risco de prejudicar-lhe a surpresa da leitura, menciono apenas um comentário que ouvi de uma pessoa quando acabou de ler este livro: “Depois de lermos um livro que conta uma das vidas de Rochester, parece até que a minha vida é um livro com páginas em branco...”

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Expurgo Planetário – É o Fim?



    Para aqueles que gostam de se aventurar nas profecias apocalípticas, devem conhecer profundamente do que se trata um processo de expurgo. Tentarei esclarecer de uma forma simples e resumida o que vem a ser um expurgo planetário e antecipadamente peço perdão se esquecer ou omitir algo importante, pois o espaço para publicação não deve ser muito longo.
    Quando estudamos o espiritismo e seus conceitos básicos, sabemos que todos os mundos são de certa forma habitada, na maioria em outras dimensões e níveis energéticos, aos quais não conseguimos captar. E que estes mesmos planetas ou mundos podem ser classificados de acordo com seu nível evolutivo, assim temos os mundos primitivos, os de expiação e provas, os de regeneração, os felizes e os que podemos chamar de divinos.
    Nosso planeta se encontra classificado como mundo de expiação e provas, onde o mal e a ignorância são predominantes e a dor ainda é o meio de progresso mais comum a seus habitantes. Porém, estamos no limiar de uma transição para o próximo grau evolutivo, onde passaremos a integrar os mundos de regeneração. Nesta etapa o bem predomina sobre o mal, a sociedade se baseia em reais valores morais e a dor já não será o aguilhão evolutivo como acontece hoje.
    Tudo isto nos demonstra a existência da lei de evolução, onde tudo que há no universo está em constante progresso. O expurgo acontecerá porque em nosso planeta existem criaturas em diversos graus evolutivos, desde os que acabaram de deixar a animalidade, recém-egressos dos mundos primitivos, assim como existe aqueles que já estão num elevado grau de conhecimento e domínio do bem. 
    Atingindo o nosso planeta um patamar superior, aqueles que não mais se sintonizem com as forças superiores e regenerativas que farão parte de nosso orbe, serão transferidos para outros mundos em que se apresentam nas condições em que a Terra estava no início de nosso ciclo atual. Imaginem os mundos como classes de aula, onde o universo é a escola. O ano letivo está chegando ao fim, e os alunos reprovados reiniciarão o aprendizado em outra classe. 
    Sabemos ainda que a grande maioria de nossa população terrestre não terá condições de ser aprovada neste exame, de onde se conclui que serão poucos os que permanecerão em nosso mundo após estas mudanças. O próprio magnetismo energético do ser o impedirá de encarnar neste planeta, uma vez que não encontrará afinidade para isto.
    Segundo Ramatis, este processo será gradual, e seu início começou por volta de 1950, várias transformações de ordem geológica, científica e social acontecerão. Veremos muitos carmas coletivos e uma inversão nos valores morais com o aumento de uma população ainda inferior que encarnará neste período, pois serão dadas a eles as últimas chances de se renovarem.
    O expurgo planetário, desta forma, determina o fim de uma etapa evolutiva e o início de outra. Esperemos que estes dias cruciais para nosso planeta passem o mais rapidamente possível e que a paz volte a reinar em nossas vidas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mensagens de Emmanuel


Não resisti a tentação de publicar mais esta linda mensagem de Emmanuel, que nos adverte em relação ao medo de ação na vida.

                       Tendo Medo

"E, tendo medo, escondi na
terra o teu talento..."
(MATEUS, 25:25.)


Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.
Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.
Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.
Medo de trabalhar.
Medo de servir.
Medo de fazer amigos.
Medo de desapontar.
Medo de sofrer.
Medo da incompreensão.
Medo da alegria.
Medo da dor.
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.
Na vida, agarram-se ao medo da morte.
Na morte, confessam o medo da vida.
E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.
Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Momento de Reflexão - O enigma do aço



    Um certo jovem que vivia no oriente em um passado distante, nutria o desejo de ajudar e servir aos pobres, colonos, agricultores, enfim, ao povo que era simples e muitas vezes passava por injustiças. Seus pais então o encaminharam a um antigo templo espiritualista para que pudesse ser instruído e ter a possibilidades de um dia realizar os seus anseios de benfeitor do povo.
    Como era de costume naqueles tempos, o pretendente a ingressar na vida monástica deveria romper com o mundo e ainda vencer os primeiros testes de iniciação que demonstrariam a coragem e a força de vontade do iniciante dos conhecimentos milenares.
    Para este jovem não foi difícil passar pelos testes uma vez que seu caráter impetuoso e destemido muito o ajudou e logo era membro integrante do templo como aprendiz. Durante os primeiros anos ensinava-se muito filosofia espiritualista e artes marciais como é de costume no oriente. Passada a primeira infância, o jovem conseguiu atingir o título de discípulo onde ganhou sua primeira espada verdadeira, sendo assim, reconhecido como homem naquela sociedade.
    Cada vez o jovem se tornava mais eufórico vivenciando antecipadamente em sua imaginação as lutas que venceria em prol dos necessitados tão logo deixasse o título de aprendiz. Treinou durante alguns anos tenazmente, era o melhor espadachim, lia e decorava todos os textos milenares sempre se destacando em sua turma.
    Estava próxima a época em que os mestres avaliavam as turmas para verificar quem estava apto a ser aprovado. Ficou sabendo que para cada turma existia uma avaliação diferente, sendo surpresa para todos como seria o fatídico dia.
    Chegando o tão esperado momento, o jovem que se sentia preparado habilmente para passar, pois sabia todos os textos decorados e venceria facilmente qualquer oponente de sua turma numa luta de espadas, foi chamado a sós para sua surpresa enquanto os outros ficavam aguardando. Diante de um mestre que lhe avaliava, escutou o seguinte: “Tens sido o melhor de sua turma, mas hoje a batalha será vencida apenas pela reflexão. Então me responda meu jovem, diante de tudo o que aprendeu aqui, qual é o enigma do aço?”
    Diante de tal pergunta o jovem se sentiu desarmado, não sabia a resposta, ele e toda a turma foram reprovados tendo que treinar e estudar um ano inteiro por outra oportunidade. Ficou sabendo que eram poucos os que passavam desta fase em outras turmas. Mas não desistiu, e ao final de outro ano, foi submetido a outro teste, em que também errara a resposta. Ele não sabia o que significava o enigma do aço, e mais um ano, seguido de outro e outro, e quase a turma todo já havia desistido.
    Revoltado por não conseguir passar, pegou sua espada e fugiu do templo querendo atender a suas antigas idéias. Rodou pelo mundo conhecido se envolvendo em pequenos dilemas apenas, pois aquela época em que vivia reinava uma paz duradoura entre os povos. Conheceu cidades, aldeias, povoados, e já demonstrava frustração por não conseguir envolvimento em nada realmente grande ou de valor.
    Após perceber que seu tempo ia passando e sendo aconselhado por alguns colegas, resolveu casar-se com uma linda jovem na qual acreditava lhe traria um novo sentido para a vida. Aposentou sua vida de andarilho, construiu um lar, teve filhos e acabou por ter uma vida simples de camponês, o que muito o infelicitava, acostumado que foi a lidar com pessoas instruídas do templo, muito diferente dos rudes camponeses em que foi obrigado a conviver.
    Velho e frustrado pensava ainda nos seus dias de glória quando aprendiz do templo, porque será que nunca soubera responder a maldita questão do enigma do aço? Em nenhum livro ou tratado algo assim foi mencionado. E, certa vez, quando comemorava um aniversário, um de seus filhos lhe trouxe a antiga espada do templo guardada a anos desde sua mudança de vida.
    O jovem que agora era velho apreciava o artefato com cuidado lembrando-se de seus sonhos e qual foi a surpresa quando retirou a arma de sua capa, a espada estava toda enferrujada. O velho começou a chorar convulsivamente sem ninguém entender, pois finalmente entendera o enigma do aço.
    Toda arma, assim como todo conhecimento deve ser posto em prática diariamente. Em exercícios ou atividades, nada deve ficar sem uso. A espada enferrujou por falta de manuseio, e quem neglicencia o que sabe, acaba com o conhecimento enferrujado. 

Colaboração!



Vamos contribuir pessoal! Participem! Comentem! Postem suas dúvidas, se eu souber responder será um prazer. Este é um local para todos participarmos. Espero sua colaboração...

Porque Evangelho segundo o Espiritismo?



    O Evangelho depois de tantos séculos ainda parece ser um dos livros mais lidos, pelo menos no mundo ocidental, e se não é o mais lido ao menos é livro que mais está em companhia das pessoas, muito presente nos lares e aglomerações religiosas. 
    A bíblia foi dividida em duas partes, antigo e novo testamento. O primeiro diz respeito a Moisés e seus códigos de leis, assim como dos antigos profetas. É também conhecido como a Primeira Revelação. O segundo testamento trouxe muitas revoluções no que diz respeito ao entendimento espiritual e atitudes que nos compete executar, foi escrito pelos discípulos conhecidos como apóstolos de Jesus e recebe também o nome de Segunda Revelação.
    Desde que Moisés nos legou as Leis Divinas e com estas foram compiladas o antigo testamento e os códigos de costumes e atividades judaicas, o povo judeu não acredita ser necessário mais complementação ou reforma alguma em seus estatutos, sejam de ordem cotidiana ou divina, a palavra de Moisés e dos antigos profetas é a última e a que prevalece, não aceitando assim, os ensinamentos de Jesus ou o novo testamento.
    A vinda de Jesus já demonstra por si só que houve uma necessidade de alterar a compreensão humana a respeito das leis divinas e morais que regem o universo. Alterar a idéia de um Deus rancoroso e vingativo pela idéia de um Pai amoroso e compreensivo foi uma das questões fundamentais abordadas pelo Mestre, entre muitas outras.
    Não fugindo a idéia do tema, foi necessário vir um reformador que foi nosso Mestre Jesus para melhorar o entendimento dos povos, pois a capacidade de entendimento daquela época já comportava um grau maior de conhecimentos e sua “visão espiritual” já era bem mais ampla do que o primitivo povo que recebeu as primeiras noções de moralidade com Moisés.
    Já se vão dois mil anos desde a passagem de nosso Mestre Jesus pela Terra e muita coisa mudou desde então. A ciência desbaratou mitos e ilusões arcaicas, a necessidade de capacitação pessoal leva o ser humano cada vez a estudar mais e mais, tornando-o sempre mais sábio. A necessidade de compreender tudo o que existe é cada vez maior a tal ponto que nem as crianças atuais aceitam explicações sem fundamentos. Atravessamos várias revoluções, entre elas a industrial e a científica alterando profundamente a maneira de viver.
    A maioria dos ensinamentos de Jesus eram transmitidos através de parábolas porque o entendimento do povo era limitado. Existia um véu para encobrir a verdade deixando transparecer apenas o que era necessário à melhoria e entendimento da época. Como muitas coisas ficaram propositadamente veladas pelos ensinos do Mestre, foi necessário que melhores explicações viessem em tempos onde o entendimento humano fosse superior.
    Assim surgiu o Evangelho segundo o Espiritismo, que são mensagens ditadas por espíritos e que esclarecem, ampliam e aprofundam muito mais os ensinamentos deixados por nosso Mestre Jesus. Ele mesmo nos advertiu que em tempos mais propícios a ensinamentos mais aprofundados, estes chegariam ao mundo. O Evangelho segundo o Espiritismo recebe o nome de Terceira Revelação. 
    A primeira Revelação veio trazer a Lei da Justiça, a segunda Revelação nos trouxe a Lei do Amor, e a terceira Revelação nos lega a Lei do Dever.