terça-feira, 10 de maio de 2011

Animais – Espírito Grupo?



    Continuando com a explicação sobre a evolução no reino animal, nos deparamos com um termo novo para muita gente: espírito grupo, mas o que seria isto? Tentarei explicar resumidamente o que seria tal espírito.
    Na evolução espiritual, o espírito, ou centelha de vida como preferirem chamar, é emanada do Criador de forma simples e ignorante, ou seja, é um espírito “zerado” se é que posso chamar assim, não possui sequer a capacidade de atuar na matéria. Para isso e sob a orientação de espíritos mais elevados adquire nos reinos inferiores da natureza a capacidade de atuar na matéria levando esta capacidade adquirida através de seu subconsciente.
    Todo o conhecimento adquirido pelas etapas evolutivas anteriores faz parte de um arquivo inconsciente do espírito, que é utilizado independente de sua vontade de acordo com as necessidades, assim funcionam os reflexos e instintos inconsciente que possuímos, uma vez que agem alheios a nossa vontade e nem tão pouco temos que pensar em algo para isto ocorra, um exemplo são as batidas do coração.
    Uma vez na matéria, a centelha de vida, que ganhou sua individualização como ser, busca aprender a dominá-la, e uma vez superada este estágio, parte para o próximo passo, conseguir a individualização da consciência. É isto mesmo, os primitivos seres do reino animal, se esforçam para a emancipação deste núcleo consciente, são regidos todos eles por um forte impulso instintivo que os guia e controla nesta fase.
    Este forte impulso instintivo é chamado de espírito grupo e é individualizado para cada espécie atendendo as suas necessidades, desta forma, os animais mais primitivos agem, sentem e tomam decisões exatamente da mesma forma que outro da mesma espécie, assim é a maioria dos peixes. Passada a primeira fase de aquisição instintiva animal, a centelha vai conseguindo sua própria conscientização, alcançando um nível mais aperfeiçoado no reino e adquirindo seus próprios traços de personalidade.
    Os chamados animais superiores nada mais são do que centelhas que já conseguiram um certo grau de evolução consciencial, estão acordando para a vida, e embora tenham muito dos instintos animais em comuns com o da mesma espécie, é claro a diferença que existem entre eles, exemplos são os cachorros e gatos.
    Superado a fase animal, a centelha de vida chega a fase elemental, onde buscará outras aquisições para prosseguir sua marcha evolutiva.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Animais – Possuem outras vidas?



    Respondendo a uma dúvida sobre se animais os animais possuem reencarnação, outras vidas e até uma possível vida espiritual, vou postar um breve texto a este respeito.
    Primeiramente voltaremos aos princípios básicos do kardecismo onde o Livro dos Espíritos nos afirma que todos fomos criados simples e ignorantes e começamos a jornada evolutiva na forma mais primitiva possível. Sendo assim, para chegarmos a atual fase evolutiva que é a humana já passamos por reinos inferiores na natureza a começar pelo mineral, desenvolvendo a capacidade de organização molecular, pelo vegetal, aprimorando energias de vitalidade, assim como desenvolvendo aptidões para memória, pelo reino animal, onde o espírito passa pela fase de desabrochar da consciência para finalmente chegarmos ao reino em que podemos por uma neologia chamar de hominal.
    As pessoas de hoje foram os animais de ontem, pois a isto obedece a lei do progresso em sua incessante marcha evolutiva, assim como os homens de hoje são os futuros anjos de amanhã. Esta marcha evolutiva pode ser demonstrada na mente onde o subconsciente traz acumulado a síntese deste passado pelos reinos da natureza, expressa assim o conjunto de nossos instintos, automotismos e pendências. O consciente é a síntese de nosso presente, de nossas atuais necessidades evolutivas e aprendizados recentes. E temos ainda o superconsciente a expressar nossas metas e ideais futuros que devemos alcançar.
    Todo animal assim, nada mais é do que um simples espírito na condição primária evolutiva, mas que a marcha do progresso o fará avançar para formas cada vez mais evoluídas, tendo por isso mesmo encarnações e múltiplas vidas onde estagia em diversos pontos sempre com a finalidade última da evolução. Esta diversidade de aprendizados ora se passa no plano material, ora no plano astral e isto depende das necessidades quer seja individual ou coletiva.
    Em uma futura postagem pretendo colocar algo mais sobre a condição espiritual dos animais e também dos espíritos que se encontram na condição evolutiva logo acima também conhecidos por espíritos da natureza ou elementais.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Espaço Leitura: Mensagens do Grande Coração



    Livro escrito por espíritos diversos como Ramatis, Emmanuel, André Luiz, Akenaton entre outros e psicografado por América Marques juntamente com Wanda Jiminez. Como o título nos demonstra, a obra em sua primeira parte traz diversas mensagens de vários espíritos com temas e assuntos variados. 
    Grande Coração é o nome dada a metrópole espiritual de onde provêm grande parte destes mensageiros, assim como Nosso Lar é uma outra metrópole espiritual. Entre as mensagens temos as que tratam de União Fraterna, Renovação através das Encarnações, A Sociedade, Jesus entre Outras.
    Já a segunda parte do livro trata de ensinamentos realizados por Ramatis e entre os assuntos estão: o carma, os elementais, a mediunidade, união das correntes religiosas entre outras; assim como ainda trás uma orientação aos médiuns em que Ramatis a tudo responde de maneira clara e objetiva.
    A terceira parte diz respeito ao trabalho de recordação do passado e orienta como praticá-lo, assim como traz alguns ensinamentos sobre estados de consciência, alguns sentimentos como culpa e confiança e encarnações chave.
    E para finalizar, a quarta parte, nos fala a respeito dos trabalhos de cura, sobre suas instruções e terapias como a cromoterapia, terapia realizada com auxílio das cores, e também as terapias realizadas através das ondas sonoras e homeopatia.
    Ou seja, é um livro rico em instruções e ensinamentos que qualquer adepto do espiritualismo ganhará muito em estudá-lo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Momento Reflexão – O caminho do Meio



    Há muito tempo vivia um rei que por ser muito egoísta vivia em luxuoso palácio esquecendo na pobreza e miséria o seu povo. O rei teve o seu primeiro filho e gostava tanto do menino que nunca quis que ele soubesse o que seria a dor, o sofrimento, a pobreza ou a doença.
    Os anos foram correndo de maneira mansa quase esquecendo-se de existir e o menino foi crescendo habituado a todo aquele luxo e riqueza, em um lugar onde os seus desejos eram ordem, exceto de um, não podia em hipótese alguma deixar o palácio e por todos era impedido disto fazer, pois se pagava com a cabeça qualquer falta cometida contra a realeza daquela época.
    O príncipe que agora era um rapaz vivia relativamente tranquilo, pois acreditava sinceramente que todas as pessoas que existiam no mundo viviam de certa forma parecidos com eles na fortuna e abastança. Mas encomendava-lhe a única coisa que não podia fazer, conhecer o que havias por trás das muralhas de seu feliz território.
    A idéia assim como a vontade de conhecer o que lhe era proibido foi crescendo em seu âmago e começou a pedir insistentemente ao pai para que conhecesse ao menos o reino em que vivia. O rei, que fez de tudo para que seu filho jamais conhecesse algo que fosse ruim, teve uma brilhante idéia. Mandaria o exército à frente do carro do príncipe para que os soldados limpassem as ruas, tirassem os doentes e mendigos, pagaria as multidões para que clamassem com alegrias o nome do príncipe.
    E assim fez o rei, o príncipe estava ansioso com o seu primeiro passeio e ficou maravilhado com o deslumbre das ruas, da felicidade do povo que o gritava com demonstrações de alegria e jogavam pétalas de rosas por onde passavam. O plano do rei surtiu efeito porque o príncipe voltou convencido de que tudo e todos eram felizes assim como ele que vivia em seu palácio.
    Passados alguns anos, o príncipe tinha feitos alguns passeios a mais e sempre a estratégia do rei triunfava. Porém, o príncipe começou a ficar intrigado com a aparente felicidade do povo e arquitetou um plano engenhoso para que pudesse escapar do palácio a noite sem que ninguém desse por sua falta.
    Assim procedeu o príncipe e ao chegar as ruas a noite foi tomado por um verdadeiro sentimento de horror, pois estava apreciando a miséria, a fome, a doença e a dor pela primeira vez em sua vida. Não acreditava que tudo aquilo pudesse ser verdade e bastou algumas voltas na lastimável cidade para que o príncipe nunca mais fosse o mesmo.
    A tristeza cravou-lhe fundo na alma as suas garras e o príncipe não teve mais a vontade e a coragem de voltar para o palácio, preferindo refugiar-se na mata e tentar encontra a resposta para o sofrimento humano.
    Assim, da opulenta riqueza em que vivia, passou a uma drástica miséria, de um extremo ao outro tentando encontrar a solução para estes problemas. Buscava compreender a vida, achar a razão do porque as coisas deveriam ser assim, riqueza extrema para uns e pobreza miserável para outros. Acreditava que tudo tinha que ter um significado.
    Certa vez perambolando pelas matas e tentando solucionar os mistérios da vida, se deparou com um pai ensinando o filho a afinar um violão e escutou um ensinamento que viria a modificar totalmente sua vida mais uma vez. Ouviu o pai falar: se deixar a corda frouxa ela não toca e se apertá-la demais ela arrebenta.
    Uma luz se fez nos pensamentos do príncipe e este compreendeu que o perfeito equilíbrio é o caminho do bem e passou a chamar o equilíbrio de caminho do meio. Depois muitas outras descobertas teve o príncipe e saiu a ensinar o povo que vivia de forma tão deplorável sendo aclamado pela maioria como um grande iluminado.
    O príncipe chamava-se Sidarta Gautama, conhecido no mundo futuramente pelo nome de Buda.

Espaço Leitura – Missionários da Luz



    Terceiro livro da série, escrito pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier, a obra demonstra o crescente progresso do nosso amigo e instrutor espiritual André Luiz que, após passar por uma dramática desencarnação contada no livro Nosso Lar, André começa a nos contar suas experiências vividas no plano astral.
    Definitivamente integrado as hostes de ajuda e auxílio terrestre, nosso amigo espiritual atinge níveis cada vez mais elevados na espiritualidade conforme aprende, se instrui e progride moral e cientificamente.
    Nesta obra, o médico André Luiz acompanha diretamente vários casos e pessoas com relação direta à mediunidade, e com uma sagaz curiosidade a respeito de tudo, passa por vários locais nos descrevendo e ensinando uma infinidade de coisas e pormenores relativos aos médiuns, à prática e ao exercício deste dom, conferido a nós para auxílio e adiantamento dos que estão interessados no progresso e evolução no Bem.
    Desvendando o lado de lá, ou mundo oculto, ou mais conhecido como plano astral, a série de André Luiz sempre nos traz imensas novidades e esclarecimentos das leis espirituais que nos regem e demonstra como vivemos parecidos com cegos num universo maravilhoso.
    Para finalizar, os leitores sentirão a responsabilidade dos compromissos assumidos junto à espiritualidade antes de virmos ao mundo e aprenderão as consequências de quem cumpre ou trepudia as Leis Divinas. 

Espaço Leitura – 50 Anos Depois



    Livro escrito pelo espírito Emmanuel e psicografado pelo nosso querido médium Chico Xavier, é a continuação da anterior obra escrita por Emmanuel chamada "Há 2000 Anos". Ótimo romance espírita que nos leva a vivenciar a Roma antiga e seus cruéis hábitos e leis. Para aqueles que se emocionaram ao acompanhar a estória do orgulhoso senador romano Públio Lentulus, vão apreciar o desenrolar dos acontecimentos ocorridos 50 anos após os eventos do primeiro livro.
    Emmanuel descreve de forma impecável os locais, os costumes, os hábitos e os sentimentos daqueles que viveram com ele, agora na pele do escravo Nestório, e como a crueldade, o egoísmo e o orgulho eram os valores dominantes na antiga sociedade romana.
    A obra é marcada por vários momentos emocionantes, os quais evito de maior maneira possível, não comentá-los para que não retire do leitor o prazer em descobrí-los durante a leitura.
    O que posso falar é que Emmanuel, vivendo como escravo e já convertido ao cristianismo, começa a resgatar suas grandes dívidas cármicas através de muito trabalho e sofrimento, revelando para nós espíritas episódios que são grandes exemplos de aprendizado. 
    Emmanuel ao nos abrir a alma e presentear-nos com seu sofrido passado, deseja que reconheçamos nele os erros e falhas humanas, que apesar de já terem passado cerca de 2000 anos, ainda continuam praticamente os mesmos. Doando-nos suas antigas experiências terrenas, deseja como todo antigo cristão, que deixemos para trás a antiga roupagem do homem velho cheia de vícios para nos transformarmos num homem novo repleto de virtudes, como exemplificou ele mesmo em vida.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dúvida - Choque anímico?



    Depois de lerem minha modesta publicação sobre ajuda e socorro espiritual, alguém me perguntou o que significa choque anímico. Tentarei explicar de forma bem simples.
    Choque anímico origina-se do termo animismo empregado no espiritismo para designar um fato que pode ocorrer durante um evento mediúnico onde o médium interfere, conscientemente ou não, na manifestação espiritual.
    Relembrando os nossos estudos kardecistas, existem basicamente três tipos de médiuns, os mecânicos, semi-mecânicos e os intuitivos. No primeiro caso, o médium exclusivamente mecânico, é praticamente uma ferramenta cega não interferindo em qualquer comunicação ou manifestação que venha a ocorrer através de seus dons.
    Nos outros dois casos, o médium atua consciente ou semi-consciente, e atua de forma mais ou menos ostensiva sobre a manifestação em que faz parte. O médium age como se fosse um filtro, recebendo as impressões e alterando-as de acordo com o seu grau evolutivo e de instrução podendo isto acontecer também sem mesmo perceber isto.
    O médium deverá ser sempre muito criterioso para compreender os pensamentos que lhe pertencem ou não e, quanto mais treinado e apto for para o trabalho, mais claramente entenderá o que deve ser passado, o que deve ser censurado e o que é apenas fruto do animismo.
    Infelizmente como o estudo e preparo ainda são muito deficientes é natural que um médium dramatize algo simples, que no caso é animismo, intercale suas idéias pessoas com as do desencarnado embaralhando a mensagem, que é animismo, ou pelo contrário, não faça uso desta sua faculdade e deixa “transmitir” coisas impróprias ou desnecessárias.
    Voltando a questão principal, um choque anímico seria o mesmo que um choque energético onde o desencarnado encontrará uma outra mente atuando em cima da sua, muitas vezes retirando-o de um vicioso círculo mental e passa a perceber assim, outras coisas, talvez o corpo emprestado do médium, ou o novo ambiente em que se encontra.
    O objetivo é sempre despertar no desencarnado uma nova condição mental, a que com a falta de um corpo físico e suas energias, está em condições muito difíceis de fazê-lo por si mesmo.