quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mensagens de Emmanuel



                                    Tolerância

    Tolerância é caminho de paz.
  Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender.

   Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.

    Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranqüilidade.

    Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis.

    No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.

    Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia.

   No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitará discussões de conseqüências imprevisíveis.

   Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Trecho – Sabedoria de Preto Velho



Medo da Morte

    Meus filhos têm muito medo da morte. Alguns que se dizem mais sábios têm falado que a morte não existe. Mas ela existe sim. A morte que vocês temem não é aquela que existe, pois o que se teme é a passagem para o lado de cá da vida, a forma como a morte pode acontecer, mas dessa morte não há que ter medo, não. Ela é só uma passagem, uma travessia, como se fosse uma ponte ligando dois lados de uma mesma vida.
    Afinal de contas, vocês ensaiam todos os dias para a morte. Deitam, dormem e acordam sem se darem conta de que esse é um ensaio da vida para a grande viagem da morte.
    A própria natureza ensaia constantemente para mostrar ao homem a realidade da vida. O sol nasce e se põe, renasce no outro dia, mostrando a lição da morte e da vida. Desde as plantas aos animais, morrendo cada dia, tudo demonstra que sempre há um recomeço, uma continuidade e que o que vocês chamam de morte é apenas uma passagem para a verdadeira vida.
    Mas a morte que vocês devem evitar é de outro tipo: a morte da consciência. Quando o homem deixa morrer a sua consciência, deixa de amar e passa para o ódio, a vingança, a paixão desenfreada, ou qualquer outra degradação da alma, aí sim, ele está morto. É um cadáver que sai pelo mundo perambulando, um sem-vida, que passa pelo mundo, mas não vive, porque não ama. Dessa morte é que vocês têm que fugir, essa morte é que meus filhos têm que evitar.
    O contrário, a outra morte é que é aparente, é pura ressurreição. Morrer, todo mundo morre um dia, mas desencarnar é deixar os apegos da matéria e tudo o que isso representa. Aí é que pai-velho diz que desencarnar é para poucos. Porque poucos são os que sabem desapegar-se e exercitar a espiritualidade dentro de si. Então, porque ter medo de morrer? Para quem tem a consciência tranquila, morte é vida, recomeço que representa novas oportunidades de realização.

Espaço Leitura: Sabedoria de Preto Velho



    Mais um excelente livro psicografado por Robson Pinheiro e escrito pelo espírito Pai João de Aruanda. Para quem já está familiarizado com o estilo irreverente de Robson e sua equipe espiritual, esta é mais uma ótima obra, e para quem não conhece, é um bom livro para se habituar ao médium e a maneira como os assuntos espíritas nos são mostrados pela ótica umbandista.
    O espírito Pai João de Aruanda é bastante evoluído, adiantado e instruído. Viveu como Dr Alfred Russell, homem rico e senhor de escravos nas colônias americanas do sul, desencarnando, a seu pedido, voltou como negro para que pudesse experimentar a escravidão no outro lado da chibata, onde conhecera de perto a “mestra” dor. Ainda hoje Pai João reflete a respeito do sofrimento: “A dor é um instrumento de Deus muito mais eficiente que Pai João. Quando nego não consegue trazer um filho para os braços de Deus, então vem a professora dor que é infalível.” Atualmente se mostra como um espírito muito humilde, destarte todo o cabedal de conhecimento que trás em suas mensagens.
    Como o título do livro demostra, a obra é um apanhado de mensagens e ensinamentos trazidos até nós por Pai João, numa linguagem simples, como era a sua vida de escravo e sutil como faz juz a sua maneira humilde de ensinar.
    Entre os temas estão alguns como a força da fé, ciladas, o poder de equipe, a lei de causa e efeito à moda africana, preconceitos, críticas, liberdade, entre outros. Para aqueles que ainda possuem um certo “pé atrás” com os espíritos da linha de umbanda e acreditam ser eles muito atrasados, é uma boa oportunidade para mudar de idéia após esta leitura.
    Na próxima postagem pretendo colocar algum trecho do livro para que o leitor tire sua própria conclusão.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Kardec e a Lei do Dever



    Diz-se que Kardec trouxe a terceira revelação espiritual, a primeira revelação veio com Moisés que nos legou a Lei da Justiça, a segunda com Jesus que nos trouxe a Lei do Amor e finalmente Kardec com a Lei do Dever.
    Nada melhor para explicá-la do que a psicografia do espírito Lázaro, realizada em 1863 e publicada por Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo.
    “O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo e, em seguida para com os outros. O dever é a lei da vida: encontra-se desde os menos detalhes, assim como nos mais elevados atos. Refiro-me apenas ao dever moral e não ao dever que as profissões impõem. 
    Na ordem os sentimentos o dever é muito difícil de ser cumprido, pois se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhos e suas derrotas não estão sujeitas à repressão. O dever íntimo do homem é governado pelo seu livre-arbítrio, este aguilhão da consciência, guardião da integridade interior, o adverte e o sustenta, mas permanece, muitas vezes, impotente perante os enganos da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem, mas, como este dever pode ser determinado? Onde ele começa? Onde termina? O dever começa precisamente no ponto onde ameaçais a felicidade ou a tranquilidade de vosso próximo, e termina no limite em que não desejaríeis vê-lo transposto em relação a vós mesmos.
    Deus criou todos os homens iguais perante a dor; pequenos e grandes, incultos ou esclarecidos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um avalie com sensatez o mal que pôde fazer. O critério para o bem, infinitamente mais variado em suas expressões, não é o mesmo. A igualdade perante a dor é uma sublime providência de Deus, que quer que seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal, alegando a ignorância de seus efeitos.
    O dever reflete, na prática, todas as virtudes morais; é uma fortaleza da alma que enfrenta as angústias da luta; é severo e dócil; pronto para dobrar-se às diversas complicações, mas permanente e inflexível perante suas tentações. O homem que cumpre seu dever ama mais a Deus do que às criaturas, e às criaturas mais do que a si mesmo. É, ao mesmo tempo, juiz e escravo em sua própria causa.
    O dever é o mais belo laurel da razão; provém dela, como um filho nasce de sua mãe. O homem deve amar o dever, não porque o preserve dos males da vida, aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas sim por dar à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
    O dever cresce e se irradia, sob forma mais elevada, em cada uma das etapas superiores da Humanidade; a obrigação moral da criatura para com Deus nunca cessa; ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, pois quer que a beleza de sua obra resplandeça perante Ele”.

O Suicídio e Suas Consequências



    O suicídio é um tema muito abordado em reuniões e estudos espíritas não faltando material ou explicações para o tema. Considerado como um dos crimes mais hediondos da categoria espírita, o suicídio é visto como falta gravíssima perante as Leis Divinas.
    Uma das minhas principais dúvidas em relação a isto era exatamente sobre o porquê do suicídio ser considerado tão grave assim uma vez que o suicida não lesa ninguém diretamente como é o caso do homicida. Se suas ações atingem principalmente a si mesmo, porque ser tão responsabilizado? Tentaremos entender um pouco sobre as consequências do suicídio.
    Bom, temos que considerar o ser humano e a vida espiritual com ênfase no aspecto mental, uma vez que é a vontade que plasma os resultados e formas no corpo espiritual e por consequência se refletem no material. O suicida direciona a sua vontade e desejo em lesar o corpo que lhe serve de abrigo temporário, gerando no campo mental tal intenção, o ato físico em si, acaba por danificar seriamente o seu corpo espiritual.
    Permanece em um estado de grave sofrimento e desequilíbrio psíquico até que sua energia vital seja exaurida, tempo que teria aproximadamente para o término de sua vida física, pois ainda estará vinculado ao corpo físico sentindo lhe a decomposição. E após este período sofre ainda com as lesões ocasionadas em seu corpo espiritual até que tenha condições de estar este restabelecido. O tempo é relativo a cada indivíduo, pois temos fatores como evolução, responsabilidade, entendimento e merecimento, sendo assim, cada caso é um caso.
    Desta forma o suicida passará largo tempo em recuperação do corpo espiritual, que uma vez danificado de forma intencional, necessitará de ajuda de técnicos espirituais para repará-lo e dependerá ainda de certo número de encarnações para restaurar seu equilíbrio e poder finalmente “recomeçar” a prova física em que falhou, e que na maioria das vezes, serão em condições mais difíceis.
    Como vemos, o suicida retarda em muito tempo sua possibilidade de evoluir no reparo de seu corpo espiritual e sua reeducação psíquica, para que não caia nos mesmos erros novamente, diferente de um homicida que na encarnação seguinte já vem reparando os erros que cometeu com outras pessoas.
    O suicídio é assim um dos gêneros de faltas mais dolorosos, difíceis e de longa recuperação, por isto mesmo é considerada como uma das piores faltas que alguém pode cometer. Oremos por nossos irmãos cujos problemas e dificuldade superaram as forças de resistência moral, não os julgando por erros que um dia poderão ser os nossos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Momento de Reflexão – O Sábio e o Garoto



    Conta-se que em um antigo e pacato vilarejo, há muito tempo atrás, vivia um garoto que ganhou fama local pelas suas travessuras e destacava-se pela inteligência. O rapaz era inquieto, não se conformava com o cotidiano pacífico e tranquilidade inabalável daquela região, sempre procurando uma novidade, uma aventura, um desafio...
    Por aquela época, vivia um humilde sábio que tornou-se andarilho porque gostava de espalhar o seu conhecimento pelo pacato povo que vivia. Ficava contente em poder ajudar a todos e se sentia feliz em poder responder a todas as dúvidas que lhe eram apresentadas, sendo por isso reconhecido por um vasto território e se tornando sempre motivos de festa por onde passava.
    Quando modestos lavradores trouxeram a notícia que na semana seguinte o notável sábio passaria por seu vilarejo, surgiu no olhar do garoto um lampejo de alegria, finalmente algo realmente novo e desafiador. Iria ele pessoalmente colocar a prova a famosa sabedoria do ilustre viajante assim que pudesse ter oportunidade. E pensou no que fazer para que o sábio caísse em contradição.
    Depois de algum tempo e muito quebrar a cabeça imaginou algo que seria infalível e que certamente iria deixar o sábio sem resposta. Pensou em pegar um passarinho e escondê-lo nas mãos, perguntaria ao sábio se o que tinha estava vivo ou morto. Se o sábio respondesse que estivesse vivo, na hora ele esmagaria a pobre ave e desmistificaria o sábio e se a resposta fosse estar morto, ele soltaria o pássaro também deixando o sábio em maus lençóis. Seu plano era infalível e o sábio não teria escapatória.
    Chegando o dia aguardado, na primeira oportunidade possível o travesso garoto chamou os presentes e lançou o desafio ao mago. Se este seria capaz de lhe responder uma única pergunta. Vários presentes fixaram a atenção no que poderia acontecer com tal proposta. O mago aceitando pacientemente o suposto desafio deu a palavra ao garoto que fez a seguinte pergunta: grande sábio, tenho em minhas mãos uma ave e gostaria que com a sua sabedoria respondesse se ela se encontra viva ou morta.
    O sábio com aquela bondade característica estampada em seu rosto parecia meditar um pouco enquanto um pesado silêncio reinou no ambiente demonstrando a expectativa de todos em face a perigosa pergunta realizada. Porém, sem deixar se perturbar o sábio lhe respondeu calmamente: a resposta está em suas mãos.
    Como dizia o Mestre, quem tiver ouvidos para ouvir que ouça.

Espaço Leitura: Memórias de um Suicida



    Este livro foi escrito de forma romanceada e narra o que poderíamos chamar de uma "odisseia" em que vivencia o autor espiritual do livro, Camilo Castelo Branco, que foi um escritor romancista português. A obra foi psicografada por Yvone Pereira e, diga-se de passagem, excelente livro, muito bem escrito e de fácil compreensão, com textos e passagens que prendem o leitor e o leva a alternar entre momentos de sentimentalismo e surpresa.
    Camilo narra sua trágica história desde os momentos em que decidiu pôr fim a sua vida, graças a cegueira que lhe tirou as forças e a vontade de viver. Continua assim a narrar sobre como encontrou um outro mundo e que a morte do corpo não lhe fez diminuir suas dores e desgraças, mas sim aumentá-las.
    Desde o vale dos suicidas, do grupo de pessoas com quem ficou associado pela semelhança de atitudes, dos primeiros tratamentos e hospitais, da reeducação, dos centros de instrução e dos instrutores de nível superior, o livro é repleto de narrativas marcantes e de profundo teor.
    O autor nos mostra uma face dos suicidas em que somos obrigados a reconhecer nas falhas e quedas narradas existe muito de nós mesmos e de nossos defeitos, que as provações da vida podem vencer as últimas resistências morais de qualquer pessoa. E nos mostra o difícil caminho, a longa trilha que deve percorrer o imprevidente que por esse abismo se arroja.
    Por mim este livro se enquadra na categoria de best-seller pela forma como emociona e instrui o leitor deixando-o com vontade de “devorar” o livro para no final nos surpreender com um brilhante desfecho.