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quinta-feira, 14 de abril de 2011
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Porque Evangelho segundo o Espiritismo?

O Evangelho depois de tantos séculos ainda parece ser um dos livros mais lidos, pelo menos no mundo ocidental, e se não é o mais lido ao menos é livro que mais está em companhia das pessoas, muito presente nos lares e aglomerações religiosas.
A bíblia foi dividida em duas partes, antigo e novo testamento. O primeiro diz respeito a Moisés e seus códigos de leis, assim como dos antigos profetas. É também conhecido como a Primeira Revelação. O segundo testamento trouxe muitas revoluções no que diz respeito ao entendimento espiritual e atitudes que nos compete executar, foi escrito pelos discípulos conhecidos como apóstolos de Jesus e recebe também o nome de Segunda Revelação.
Desde que Moisés nos legou as Leis Divinas e com estas foram compiladas o antigo testamento e os códigos de costumes e atividades judaicas, o povo judeu não acredita ser necessário mais complementação ou reforma alguma em seus estatutos, sejam de ordem cotidiana ou divina, a palavra de Moisés e dos antigos profetas é a última e a que prevalece, não aceitando assim, os ensinamentos de Jesus ou o novo testamento.
A vinda de Jesus já demonstra por si só que houve uma necessidade de alterar a compreensão humana a respeito das leis divinas e morais que regem o universo. Alterar a idéia de um Deus rancoroso e vingativo pela idéia de um Pai amoroso e compreensivo foi uma das questões fundamentais abordadas pelo Mestre, entre muitas outras.
Não fugindo a idéia do tema, foi necessário vir um reformador que foi nosso Mestre Jesus para melhorar o entendimento dos povos, pois a capacidade de entendimento daquela época já comportava um grau maior de conhecimentos e sua “visão espiritual” já era bem mais ampla do que o primitivo povo que recebeu as primeiras noções de moralidade com Moisés.
Já se vão dois mil anos desde a passagem de nosso Mestre Jesus pela Terra e muita coisa mudou desde então. A ciência desbaratou mitos e ilusões arcaicas, a necessidade de capacitação pessoal leva o ser humano cada vez a estudar mais e mais, tornando-o sempre mais sábio. A necessidade de compreender tudo o que existe é cada vez maior a tal ponto que nem as crianças atuais aceitam explicações sem fundamentos. Atravessamos várias revoluções, entre elas a industrial e a científica alterando profundamente a maneira de viver.
A maioria dos ensinamentos de Jesus eram transmitidos através de parábolas porque o entendimento do povo era limitado. Existia um véu para encobrir a verdade deixando transparecer apenas o que era necessário à melhoria e entendimento da época. Como muitas coisas ficaram propositadamente veladas pelos ensinos do Mestre, foi necessário que melhores explicações viessem em tempos onde o entendimento humano fosse superior.
Assim surgiu o Evangelho segundo o Espiritismo, que são mensagens ditadas por espíritos e que esclarecem, ampliam e aprofundam muito mais os ensinamentos deixados por nosso Mestre Jesus. Ele mesmo nos advertiu que em tempos mais propícios a ensinamentos mais aprofundados, estes chegariam ao mundo. O Evangelho segundo o Espiritismo recebe o nome de Terceira Revelação.
A primeira Revelação veio trazer a Lei da Justiça, a segunda Revelação nos trouxe a Lei do Amor, e a terceira Revelação nos lega a Lei do Dever.
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Mensagens de Emmanuel

Tolerância
Tolerância é caminho de paz.
Não julgues esse ou aquele companheiro ignorante ou desinformado, porquanto, se aprendeste a ouvir, já sabes compreender.
Diante de criaturas que te enderecem qualquer agressão, conversa com naturalidade, sem palavras de revide que possam desapontar o interlocutor.
Perante qualquer ofensa, não percas o sorriso fraternal e articula alguma frase, capaz de devolver o ofensor à tranqüilidade.
Nos empecilhos da existência, tolera os obstáculos sem rebeldia e eles se te farão facilmente removíveis.
No serviço profissional, suporta com paciência o colega difícil, e, aos poucos, em te observando a calma e a prudência, ele mesmo transformará para melhor as próprias disposições.
Em família, tolera os parentes menos simpáticos e, com os teus exemplos de abnegação, conquistarás de todos eles a bênção da simpatia.
No trânsito público, não passes recibo aos palavrões que alguém te dirija e evitará discussões de conseqüências imprevisíveis.
Nos aborrecimentos e provações que te surgem, a cada dia, suporta com humildade as ocorrências suscetíveis de ferir-te, e a tolerância se te fará a trilha de acesso à felicidade, de vez que aceitarás todos os companheiros do mundo na condição de filhos de Deus e nossos próprios irmãos.
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Trecho – Sabedoria de Preto Velho

Medo da Morte
Meus filhos têm muito medo da morte. Alguns que se dizem mais sábios têm falado que a morte não existe. Mas ela existe sim. A morte que vocês temem não é aquela que existe, pois o que se teme é a passagem para o lado de cá da vida, a forma como a morte pode acontecer, mas dessa morte não há que ter medo, não. Ela é só uma passagem, uma travessia, como se fosse uma ponte ligando dois lados de uma mesma vida.
Afinal de contas, vocês ensaiam todos os dias para a morte. Deitam, dormem e acordam sem se darem conta de que esse é um ensaio da vida para a grande viagem da morte.
A própria natureza ensaia constantemente para mostrar ao homem a realidade da vida. O sol nasce e se põe, renasce no outro dia, mostrando a lição da morte e da vida. Desde as plantas aos animais, morrendo cada dia, tudo demonstra que sempre há um recomeço, uma continuidade e que o que vocês chamam de morte é apenas uma passagem para a verdadeira vida.
Mas a morte que vocês devem evitar é de outro tipo: a morte da consciência. Quando o homem deixa morrer a sua consciência, deixa de amar e passa para o ódio, a vingança, a paixão desenfreada, ou qualquer outra degradação da alma, aí sim, ele está morto. É um cadáver que sai pelo mundo perambulando, um sem-vida, que passa pelo mundo, mas não vive, porque não ama. Dessa morte é que vocês têm que fugir, essa morte é que meus filhos têm que evitar.
O contrário, a outra morte é que é aparente, é pura ressurreição. Morrer, todo mundo morre um dia, mas desencarnar é deixar os apegos da matéria e tudo o que isso representa. Aí é que pai-velho diz que desencarnar é para poucos. Porque poucos são os que sabem desapegar-se e exercitar a espiritualidade dentro de si. Então, porque ter medo de morrer? Para quem tem a consciência tranquila, morte é vida, recomeço que representa novas oportunidades de realização.
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Espaço Leitura: Sabedoria de Preto Velho

Mais um excelente livro psicografado por Robson Pinheiro e escrito pelo espírito Pai João de Aruanda. Para quem já está familiarizado com o estilo irreverente de Robson e sua equipe espiritual, esta é mais uma ótima obra, e para quem não conhece, é um bom livro para se habituar ao médium e a maneira como os assuntos espíritas nos são mostrados pela ótica umbandista.
O espírito Pai João de Aruanda é bastante evoluído, adiantado e instruído. Viveu como Dr Alfred Russell, homem rico e senhor de escravos nas colônias americanas do sul, desencarnando, a seu pedido, voltou como negro para que pudesse experimentar a escravidão no outro lado da chibata, onde conhecera de perto a “mestra” dor. Ainda hoje Pai João reflete a respeito do sofrimento: “A dor é um instrumento de Deus muito mais eficiente que Pai João. Quando nego não consegue trazer um filho para os braços de Deus, então vem a professora dor que é infalível.” Atualmente se mostra como um espírito muito humilde, destarte todo o cabedal de conhecimento que trás em suas mensagens.
Como o título do livro demostra, a obra é um apanhado de mensagens e ensinamentos trazidos até nós por Pai João, numa linguagem simples, como era a sua vida de escravo e sutil como faz juz a sua maneira humilde de ensinar.
Entre os temas estão alguns como a força da fé, ciladas, o poder de equipe, a lei de causa e efeito à moda africana, preconceitos, críticas, liberdade, entre outros. Para aqueles que ainda possuem um certo “pé atrás” com os espíritos da linha de umbanda e acreditam ser eles muito atrasados, é uma boa oportunidade para mudar de idéia após esta leitura.
Na próxima postagem pretendo colocar algum trecho do livro para que o leitor tire sua própria conclusão.
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
Kardec e a Lei do Dever

Diz-se que Kardec trouxe a terceira revelação espiritual, a primeira revelação veio com Moisés que nos legou a Lei da Justiça, a segunda com Jesus que nos trouxe a Lei do Amor e finalmente Kardec com a Lei do Dever.
Nada melhor para explicá-la do que a psicografia do espírito Lázaro, realizada em 1863 e publicada por Kardec no Evangelho Segundo o Espiritismo.
“O dever é a obrigação moral, primeiro para consigo mesmo e, em seguida para com os outros. O dever é a lei da vida: encontra-se desde os menos detalhes, assim como nos mais elevados atos. Refiro-me apenas ao dever moral e não ao dever que as profissões impõem.
Na ordem os sentimentos o dever é muito difícil de ser cumprido, pois se encontra em antagonismo com as seduções do interesse e do coração. Suas vitórias não têm testemunhos e suas derrotas não estão sujeitas à repressão. O dever íntimo do homem é governado pelo seu livre-arbítrio, este aguilhão da consciência, guardião da integridade interior, o adverte e o sustenta, mas permanece, muitas vezes, impotente perante os enganos da paixão. O dever do coração, fielmente observado, eleva o homem, mas, como este dever pode ser determinado? Onde ele começa? Onde termina? O dever começa precisamente no ponto onde ameaçais a felicidade ou a tranquilidade de vosso próximo, e termina no limite em que não desejaríeis vê-lo transposto em relação a vós mesmos.
Deus criou todos os homens iguais perante a dor; pequenos e grandes, incultos ou esclarecidos, sofrem todos pelas mesmas causas, a fim de que cada um avalie com sensatez o mal que pôde fazer. O critério para o bem, infinitamente mais variado em suas expressões, não é o mesmo. A igualdade perante a dor é uma sublime providência de Deus, que quer que seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal, alegando a ignorância de seus efeitos.
O dever reflete, na prática, todas as virtudes morais; é uma fortaleza da alma que enfrenta as angústias da luta; é severo e dócil; pronto para dobrar-se às diversas complicações, mas permanente e inflexível perante suas tentações. O homem que cumpre seu dever ama mais a Deus do que às criaturas, e às criaturas mais do que a si mesmo. É, ao mesmo tempo, juiz e escravo em sua própria causa.
O dever é o mais belo laurel da razão; provém dela, como um filho nasce de sua mãe. O homem deve amar o dever, não porque o preserve dos males da vida, aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas sim por dar à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e se irradia, sob forma mais elevada, em cada uma das etapas superiores da Humanidade; a obrigação moral da criatura para com Deus nunca cessa; ela deve refletir as virtudes do Eterno, que não aceita um esboço imperfeito, pois quer que a beleza de sua obra resplandeça perante Ele”.
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O Suicídio e Suas Consequências

O suicídio é um tema muito abordado em reuniões e estudos espíritas não faltando material ou explicações para o tema. Considerado como um dos crimes mais hediondos da categoria espírita, o suicídio é visto como falta gravíssima perante as Leis Divinas.
Uma das minhas principais dúvidas em relação a isto era exatamente sobre o porquê do suicídio ser considerado tão grave assim uma vez que o suicida não lesa ninguém diretamente como é o caso do homicida. Se suas ações atingem principalmente a si mesmo, porque ser tão responsabilizado? Tentaremos entender um pouco sobre as consequências do suicídio.
Bom, temos que considerar o ser humano e a vida espiritual com ênfase no aspecto mental, uma vez que é a vontade que plasma os resultados e formas no corpo espiritual e por consequência se refletem no material. O suicida direciona a sua vontade e desejo em lesar o corpo que lhe serve de abrigo temporário, gerando no campo mental tal intenção, o ato físico em si, acaba por danificar seriamente o seu corpo espiritual.
Permanece em um estado de grave sofrimento e desequilíbrio psíquico até que sua energia vital seja exaurida, tempo que teria aproximadamente para o término de sua vida física, pois ainda estará vinculado ao corpo físico sentindo lhe a decomposição. E após este período sofre ainda com as lesões ocasionadas em seu corpo espiritual até que tenha condições de estar este restabelecido. O tempo é relativo a cada indivíduo, pois temos fatores como evolução, responsabilidade, entendimento e merecimento, sendo assim, cada caso é um caso.
Desta forma o suicida passará largo tempo em recuperação do corpo espiritual, que uma vez danificado de forma intencional, necessitará de ajuda de técnicos espirituais para repará-lo e dependerá ainda de certo número de encarnações para restaurar seu equilíbrio e poder finalmente “recomeçar” a prova física em que falhou, e que na maioria das vezes, serão em condições mais difíceis.
Como vemos, o suicida retarda em muito tempo sua possibilidade de evoluir no reparo de seu corpo espiritual e sua reeducação psíquica, para que não caia nos mesmos erros novamente, diferente de um homicida que na encarnação seguinte já vem reparando os erros que cometeu com outras pessoas.
O suicídio é assim um dos gêneros de faltas mais dolorosos, difíceis e de longa recuperação, por isto mesmo é considerada como uma das piores faltas que alguém pode cometer. Oremos por nossos irmãos cujos problemas e dificuldade superaram as forças de resistência moral, não os julgando por erros que um dia poderão ser os nossos.
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