terça-feira, 25 de outubro de 2011

Espaço Leitura – Umbanda Essa Desconhecida



    Para aqueles que desejam se aprofundar neste tema ou simplesmente gostariam de compreender um pouco mais a respeito da Umbanda, não podem deixar de ler este livro. Obra escrita pelo autor Roger Feraudy, médium sensitivo e um grande pesquisador de nosso remoto passado, faz valer o sincero elogio de uma ótima obra.
    Muitos acreditam que Umbanda seja um misto de religião e crendices que formaram de uma mistura de seitas e práticas africanas com o caldo cultural brasileiro; que não possui lógica, ou uma base que fundamente suas práticas e ritos. Este livro vem nos mostrar como a Umbanda, ou como remotamente era chamada pelos atlantes, Aumbandã, que significa Lei Maior, é muito, muito mais extensa e aprofundada em conhecimentos que superam de longe o que atualmente, com nosso orgulho, acreditamos saber.
    Era alta ciência praticada pelos atlantes e que recentemente, se reveste de elementos simples e humildes, para que possa alcançar todos os níveis de nossa sociedade. O livro nos entrega as chaves para a compreensão de vários enigmas relativos às entidades que trabalham na Umbanda, os rituais, os pontos, as oferendas, enfim, a vários aspectos que restam inexplicados em torno destes assuntos.
    Não se espante o leitor ao verificar o quanto encontrará de erros pelas tendas e terreiros umbandistas após a leitura desta obra. A ignorância humana sempre foi um entrave ao desenvolvimento de tudo que diz respeito ao progresso e, se por algum acaso, nos depararmos com erros grosseiros gerados pela falta de conhecimentos e estudos, lembremos primeiramente de agradecer aos nossos amigos, guias e protetores espirituais pela paciência e tolerância com que procuram nos ajudar e dirigir pelo caminho do Bem.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Espaço Ramatis – Criminosos e Marginalizados



    Pergunta - E que se deveria fazer com o criminoso irrecuperável, hostil e impermeável a qualquer orientação e auxílio a seu favor?
    Ramatis – A civilização terrícola move-se sob a determinação de um ciclo vicioso, em que as vítimas do passado situam-se posteriormente nos lares dos seus próprios algozes, a fim de se processar a reparação cármica e os ajustes espirituais.
    O pioneiros americanos invadiram o território dos peles-vermelhas, trucidando velhos, moços, mulheres e crianças para roubar-lhes as terras e os bens; a lei do carma, no entanto, obrigou a civilização americana a receber no seu seio os infelizes peles-vermelhas, desajustados violentamente nos seus antigos “habitats” comuns. E, por isso, eles hoje se movimentam no meio da civilização americana como almas agressivas e primárias que ainda são, na figura de fascínoras e “gangsters” impiedosos, praticando toda sorte de tropelias e violências contra a concepção moral moderna. Matavam no passado impelidos pelo próprio código de honra, que lhes glorificava o egoísmo de trucidar o inimigo valente. O pretos que foram caçados na África pelos capitães-de-mato do vosso país são hoje os “marginais” que proliferam nas favelas e que descem para as cidades provocando distúrbios e delinquências indesejáveis. Eram criaturas espiritualmente imaturas e irresponsáveis, tal qual as crianças que vivem os seus instintos e não sentimentos.
    E a vossa civilização terá de suportá-los com os seus problemas primários e desajustes censuráveis, porque eles vivem, atualmente, a mesma vida instintiva sem preconceitos e convenções, que lhes eram peculiares nas encarnações passadas. Em consequência, tereis de ser tolerantes, compreensivos e amorosos para com eles, cujos espíritos de “ex-africanos” ainda vibram a condição primária de sua vida anterior.
    Inúmeros pais pobríssimos ou afortunados afligem-se com o filho prevaricador, vigarista ou irresponsável, que os obriga a um reajuste cármico indesejável por força do próprio desajuste social. Naturalmente, esses progenitores ignoram que sob a vestimenta carnal consanguínea da família vive o espírito do negro africano, que outrora fora aprisionado no seio das florestas e posteriormente transportado como gado, no fundo dos navios negreiros e destinados à escravidão. Os negros africanos eram venturosos em suas palhoças primitivas, embora cultuando a sua música primária, a arte infantil, a viver os costumes selvagens sem os preconceitos da civilização. No entanto, os civilizados invadiram-lhes a comunidade e aprisionaram os mais capacitados, lançando-os no meio da civilização como animais degradados no seu “habitat” natural!
    Sem dúvida, seria absurdo que, depois de explorados pelos brancos, esses infelizes desajustados na civilização ainda fosses afastados do cenário dos seus próprios algozes. Mas a justiça sideral, infalível, fê-los nascer entre os próprios responsáveis pelas suas desventuras pretéritas cujo primarismo e instintividade cria os problemas de marginalismo, violência, desajuste social e ociosidade, porque ainda são criaturas completamente inadaptadas ao ambiente dos civilizados. Mas os brancos, algozes do passado, na sua fúria impiedosa, e orgulho condenável continuam a maltratar os negros primitivos, pois os matam como animais encurralados nas favelas ou nos desvãos das matas!
    Consequentemente, agrava-se cada vez mais a responsabilidade dos pseudo-civilizados, possivelmente antigos capitães-de-mato, caçadores de negros fugitivos, capitães negreiros de navios piratas, fazendeiros cruéis e exploradores de negras donzelas, que, em vez de indenizarem esses infelizes quanto aos prejuízos e as crueldades bárbaras de há poucos séculos, ainda hoje os perseguem e os trucidam sob o sofisma da inviolável justiça humana! Mas a Lei inflexível os espera, no além-túmulo, onde terão de gemer e ranger os dentes por muitos séculos e séculos de reparação.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Missão Ou Expiação?



    É natural ouvirmos qualquer um destes termos no meio espírita e muito comum também em livros ou textos, mas ainda existe muita confusão em saber diferenciá-los muito menos o que são exatamente. Missão e expiação são duas coisas distintas, bem diferentes e abaixo tentarei explicá-las de forma mais simples possível.
    Seria útil que lessem sobre o carma que nada é mais do que a Lei de ação de reação, para que possam compreender melhor o que seria expiação.   Todas as ações geram um efeito e na espiritualidade costuma se dizer que boas ações geram um carma positivo ou bom carma e as ações más, geram um carma negativo ou carma ruim. Pois bem, a expiação nada mais é do que o resgate do carma negativo através do sofrimento e trabalho, na maioria das vezes é duro e penoso. Não há para onde correr, perante a Lei Maior, todo débito há de ser ressarcido, e este “pagamento de débito” é o que se dá o nome de expiação.
    Como podemos notar entre os indivíduos, é o tipo mais comum de encarnação. Viemos a este mundo para progredir através das experiências, e a dor, como agente de resgate, é um companheiro inseparável de nossas vidas. Uns sofrem mais, outros menos; isto se dá pelo menor ou maior débito cármico, como também pelas escolhas das provas a que tenhamos escolhido antes de encarnarmos. Este resgate pode até ser adiado ou minimizado pelas boas ações e trabalho sincero no bem, mas nunca deixará de ser cobrado, pois que isto seria uma injustiça divina.
    Ao encarnarmos vamos assim “queimando” o carma ruim através das várias ocasiões em que nos deparamos com incidentes desagradáveis e penosos contra os quais nada parece evitar. Por nossa natural imperfeição, ao estarmos no mundo resgatando débitos, também vamos contraindo outros, o que nos mantêm presos num círculo vicioso até que por tremendo esforço de vontade, decida o homem a mudar completamente a sua maneira de ser. A este círculo vicioso os orientais o chamam de roda da encarnação.
    Superando o estágio evolutivo onde o ser humano está livre da “roda da encarnação”, passa o princípio inteligente a poder com mais liberdade, escolher de que forma poderá evoluir. Quando se decide a ajudar os irmãos que ficaram para trás na senda evolutiva e já possuindo em si conhecimentos, faculdades e pendores superiores, cumpre ele uma missão. 
    O espírito que encarna sem possuir saldo cármico negativo e cujo objetivo é instruir e ajudar a evoluir indivíduos, coletividades ou até mesmo áreas de estudos e conhecimentos, desempenha ele uma missão. Sendo assim, a missão é sempre cumprida por aqueles que, embora não tenham alcançado ainda o estado de perfeição, mas que por sua condição natural de superioridade em relação à humanidade, encarnam no globo a fim de concorrer à evolução humana.

Retorno ao blog




     Gostaria de pedir desculpas aqueles que estão sempre lendo as postagens de meu blog. Devido a razões de trabalho e saúde, deixei de colocar novos assuntos por mais de um mês, porém, retorno agora para dar continuidade as matérias e assuntos que fazem parte de estudos, pesquisas e leituras espíritas. Se possuírem alguma dúvida ou se não fui claro o suficiente sobre algo, podem coloca-la nos comentários da postagem, que no mesmo local tentarei responde-las. Acrescentei ao blog, na barra lateral direita uma seção com os últimos comentários postados, portanto é possível acompanha-los por lá. E por fim, se tiverem alguma sugestão para assuntos espíritas são bem vindos a participarem. Que Deus e a alta espiritualidade nos ajude nesta pequena e modesta empreitada de esclarecimento. Muita paz a todos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A Harmonia Musical


    Como a música e uma das coisas que mais gosto nesta vida, não poderia deixar de colocar algo a seu respeito neste nosso espaço. Infelizmente a humanidade atual se nivela pelo que há de mais inferior e isto se reflete também no que o povo costuma ouvir e que apelidam de música. Barulho não é composição e grunhido não é canto, que injustiça é cometida aos artistas que dedicam décadas de suas vidas a estudar a música e a harmonia quando qualquer um que diz tocar alguma coisa se intitula músico. Como sempre falei, é possível avaliar o estado evolutivo de uma pessoa pelo que ela escuta... Leiam abaixo a psicografia do Maestre Rossini obtida por Kardec e publicada no livro “Obras Póstumas”.

    “A harmonia é difícil de definir, frequentemente confundem-na com a música, com o som resultante de um arranjo de notas e de vibrações de instrumentos produzindo esse arranjo. Mas a harmonia não é isso, não mais do que a chama não é a luz. Pode-se conceber a luz sem chama e a harmonia sem música... O sentimento, no compositor é a harmonia; a sensação no ouvinte é também harmonia, com a diferença de que ela é concebida por um e recebida pelo outro. A música é o instrumento da harmonia, ela a recebe e a dá. Ela a torna mais ou menos desvirtuada segundo seja mais ou menos executada...
    A harmonia é tão indefinível quanto a felicidade, o medo e a cólera: é um sentimento. Não é compreendido senão quando possuída, e não é possuída senão quando adquirida. O homem que é alegre não pode explicar a sua alegria; aquele que tem medo não pode explicar o seu medo; eles podem dizer os fatos que provocam esses sentimentos, definí-los, descrevê-los, mas os sentimentos restam inexplicados. O fato que causa a alegria de um não produzirá nada sobre o outro; o objeto que ocasiona o medo de um produzirá a coragem de outro. As mesmas causas são seguidas de efeitos contrários. Isso existe porque o sentimento é propriedade da alma, e que as almas diferem entre si de sensibilidade, de impressionabilidade e de liberdade.
    A música que é a causa segunda da harmonia percebida, penetra e transporta um e deixa o outro frio e indiferente. É que o primeiro está em estado de receber a impressão que produz a harmonia, e que o segundo está num estado contrário; ele ouve o ar que vibra, mas não compreende a idéia que lhe transporta. Este chega ao aborrecimento e adormece, aquele ao entusiasmo e chora. Evidentemente os homens que gostam das delícias da harmonia é mais elevado, mais depurado do que aquele que ela não pode penetrar; a sua alma está mais apta a sentir; libertar-se mais facilmente, e a harmonia ajuda a libertar-se; ela a transporta e lhe permite ver melhor o mundo moral. De onde é necessário concluir que a música é essencialmente moralizadora, uma vez que leva a harmonia às almas, e que a harmonia as eleva e engrandece.
    E agora, se se considera que a harmonia flui do espírito, disso se deduzirá que se a música exerce uma feliz influência sobre a alma, a alma que a concebe, exerce também uma influência sobre a música. A alma virtuosa, que tem a paixão do bem, do belo, do grande e que adquiriu a harmonia, produzirá obras primas capazes de penetrar as almas mais blindadas e comovê-las. Se o compositor ainda é uma alma inferior, como representará a virtude que ele desconhece, o belo que ignora e o grande que não compreende? Suas composições serão o reflexo de seus gostos sensuais, de sua leviandade, de sua indiferença. Elas serão ora licenciosas e ora obscenas, ora cômicas, ora burlescas; comunicarão aos ouvintes os sentimentos que exprimirão e os perverterá ao invés de melhorá-los.”
 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mensagens de Emmanuel - Ricamente



“A palavra do Cristo habite em vós, ricamente...” – Paulo (Colossenses, 3:16)

Dizes confiar no poder do Cristo, mas, se o dia aparece em cores contrárias à tua expectativa, demonstras deplorável indigência de fé na inconformação.
Afirmas cultivar o amor que o Mestre nos legou, entretanto, se o companheiro exterioriza pontos de vista diferentes dos teus, mostras enorme pobreza de compreensão, confiando-te ao desagrado e à censura.
Declaras aceitar o Evangelho em sua simplicidade e pureza, contudo, se o Senhor te pede algum sacrifício perfeitamente compatível com as tuas possibilidades, exibes incontestável carência de cooperação, lançando reptos e solicitando reparações.
Asseveras procurar a Vontade do Celeste Benfeitor, no entanto, se os teus caprichos não se encontram satisfeitos, mostras lastimável miséria de paciência e esperança, arrojando teus melhores pensamentos ao lamaçal do desencanto.
Acenderemos, porém, a luz, permanecendo nas trevas?
Daremos testemunho de obediência, exaltando a revolta?
Ensinaremos a serenidade, inclinando-nos à desesperação?
Proclamaremos a glória do amor, cultivando o ódio?
A palavra do Cristo não nos convida a marchar na fraqueza ou na lamentação, como se fôssemos tutelados da ignorância.
Segundo a conceituação iluminada de Paulo, a Boa Nova deve irradiar-se de nossa vida, habitando a nossa alma, ricamente.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Espaço Ramatis – Instrumentos da Fé



    A comunidade terrícola ainda está muito longe de prescindir dos instrumentos palpáveis que impulsionam a fé. A grande maioria das populações, no estágio evolutivo em que se encontra, ainda precisa dessas escoras para conseguir se religar ao Criador. Não têm consciência da onipresença de Deus e as mentes não estão treinadas para despertar, solitariamente, as potencialidades divinas que lhes são imanentes...
    ...A religião é um meio de religar-se ao Todo, ao Criador. Não é um fim em si mesma, com propósitos e interesses exclusivistas e de classes, portanto, a instituição religiosa não deveria sobrepor-se à religiosidade. Dentro das leis de causalidade que regem a harmonia cósmica, fixaram-se no inconsciente dos terrícolas atavismos contrários ao que se espera em relação à fé, atribuindo-se a instrumentos exteriores a força de religação com Deus, que, originariamente, provém do interior de cada um.
    À época presente, o que seriam as seitas evangélicas sem a Bíblia e suas interpretações mais ardentes e lamuriosas; a Umbanda sem as oferendas, os despachos à beira da natureza, os pontos e as pembas; o catolicismo sem seus paramentos, suas insígnias e o ato confessional de joelhos diante da impessoalidade do sacerdote; os rosa-cruzes e maçons sem os templos e seus graus simbólicos e filosóficos; os místicos sem os mantras e o retiro meditativo; a benzedeira sem a velinha acesa?
    ...Uma das prerrogativas para a ascese do espírito imortal é o amor ao próximo... Por sua vez, a exteriorização da fé, necessidade e direito dos cidadãos, não determina a ascensão, e sim os sentimentos e as obras realizadas.
    ...Respeitai o agente da fé de cada um... Jesus, o espírito mais evoluído e de maior mentalismo que já pisou em vosso orbe, nunca deixou de impor as mãos, mesmo podendo agir somente com o seu pensamento crístico. Acatemos o tempo necessário à evolução de cada um, até quando chegar o momento de despertar interno sem exigência de exteriorizações.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Mensagens de Pai João de Aruanda



O Sabor da Caminhada

    A vida parece muitas vezes difícil. Eu sei! E você ainda diz, meu filho, que a vida é dura... Pai-velho lhe fala com todo o carinho que essa dureza da vida é só aparência, pois, se a vida lhe parece dura, é porque você é mole.
    O vencedor na vida é aquele que não abandona a jornada e prossegue confiante, superando os obstáculos. Numa corrida, o atleta encontra, naturalmente, desafios a vencer e muitas barreiras, que exigem mais disposição, firmeza e coragem. Nenhuma vitória é conquistada sem lutas.
    Se você adotou uma idéia, uma doutrina ou filosofia, não espere que as coisas sejam fáceis. Surgirão dificuldades, que servirão de teste para averiguar sua competência e seus valores.
    Se você empreende um negócio, não seja imaturo a ponto de pensar que tudo será como um mar de rosas. Como todo ser humano, você só atingirá a tranquilidade após o esforço da conquista.
    Sem aqueles espinhos, sem as pedras e desafios ou as sinuosidades do caminho, não aprenderíamos o valor das experiências, nem teríamos noção da grandeza da vitória. Enfim, sem os obstáculos, meu filho, ninguém conseguiria saborear a vida e o viver.
    Aprenda a viver o caminhar, a sentir o sabor do percurso, e quem sabe você não perceberá a beleza da paisagem?
    Não espere a vitória plena a fim de se alegrar, de se descontrair ou usufruir as coisas boas. Aproveite a caminhada e aprecie a beleza a seu redor durante a jornada. A viagem rumo à vitória é mais saborosa em seu percurso que na linha de chegada.
    Se lhe parecem difíceis os dias e você se encontra ligado ao trabalho nobre e ao compromisso com o Alto, imagine como seria, então, caso você estivesse desligado da fonte sublime que alimenta sua alma.
    Honre, portanto, a oportunidade que Deus lhe concedeu e, aprendendo a ampliar seus próprios limites, prossiga fiel ao chamado divino. A sua felicidade é permanecer conectado à seiva viva do amor. Pense nisso e reavalie suas decisões.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Espaço Leitura – Ave Cristo



    Obra psicografada pelo médium Chico Xavier e de autoria de nosso querido orientador espiritual Emmanuel, trata-se de mais um emocionante romance com toda a característica peculiar do autor e rica em detalhes, como também experiências vividas por seus personagens. 
    O autor nos transporta mais uma vez para à antiga Roma, a gloriosa terra dos orgulhosos Césares para acompanhar-mos a trajetória de Quinto Varro e Ticiano, duas almas ligadas profundamente pelos laços do amor. Toda a estória se passa no século III depois de Cristo e nos faz vivenciar a intensa luta travada pelos primeiros cristãos com os poderes autoritários e tirânicos da antiguidade.
    De um lado toda a ignorância e brutalidade de um povo que se intitulava civilizado e de outro a simplicidade, a calma, a paz e a sabedoria daqueles que encontraram as Verdades Espirituais nas palavras e exemplos de Cristo. Na maioria das vezes o preço a se pagar para sustentar a verdadeira fé eram as torturas e uma morte cruel a que apelidavam de justiça. Inabalável era a postura destes primeiros cristãos que investidos de uma coragem divina enfrentavam sem medo algum esta temida passagem.
    Ave Cristo era o pronunciamento final destes que partiam do mundo cumprindo o papel de fiéis servidores das palavras de Cristo, e tamanho era a grandeza moral destas humildes pessoas que cegavam a comover até as mais ríspidas autoridades de sua dura época.
    Convido aos leitores a compararem a fé nascente deste cristianismo original com a fé de nossos dias atuais e que tirem suas próprias conclusões. Esta obra mais do que tudo é exemplo de humildade, fé e confiança nAquele que se entregou na cruz para nos ajudar.

Homossexualismo Sob a Ótica Espírita



    Com todo o foco e atenção que a mídia tem dado ao homossexualismo, como não falar deste assunto tão polêmico? Notícia que vai de um extremo a outro, defendido por uns, tão odiado por outros. Como o espiritismo busca explicar todas as questões, veremos como o homossexualismo é explicado segundo a ótica espírita.
    Todo o princípio inteligente percorre um longo caminho até chegar à fase humana. A centelha divina utiliza largas somas de energias psíquicas em seu crescimento interior, ora se manifestando ativamente, ora passivamente e isto determina a natureza sexual psíquica da individualidade, lembrando que a bipolaridade dos sexos encerra em cada um extenso curso de aprendizado espiritual.
    A polaridade sexual é característica psíquica da individualidade, quer isto dizer que a orientação sexual se encontra no interior do princípio inteligente e não é apenas algo adquirido pelo contato com o corpo físico, este é apenas reflexo das qualidades interiores e exteriores do corpo espiritual. Em regras gerais a experiência masculina favorece o desenvolvimento da lógica, da razão e do pensamento e a experiência feminina o desenvolvimento da parte sentimental. Não quer isto dizer que em apenas um ou outro sexo tais características se desenvolvam, apenas que são mais propícias a isto.
    Encontraremos o homossexualismo em duas ocasiões distintas. A primeira delas é quando a individualidade não progredindo nas qualidades a que o sexo oposto favorece, inicia suas próximas encarnações envergando corpos carnais que sejam do sexo que mais favoreçam o crescimento de que necessita, para este caso há uma longa preparação no astral e as primeiras encarnações trarão muitos traços e forte psiquismo da orientação sexual deixada para trás onde muitas vezes pode aflorar os antigos gostos e desejos.
    Na segunda ocasião, a inversão sexual pode acontecer de forma muito mais drástica, exercendo um “caráter punitivo”, lembrando que toda punição é aperfeiçoamento, sendo por isso mesmo mais doloroso. São os casos em que as pessoas que utilizam seus dons materiais ou intelectuais para seduzir e mentir, conquistar e descartar, menosprezando o sexo oposto. Será obrigado em sua próxima encarnação a envergar um corpo de natureza com a qual espezinhou para que possa aprender o devido valor ao que não soube dar.
    Em ambos os casos o homossexualismo se manifesta como desequilíbrio interior entre o agente psíquico e o corpo material de qual se serve no momento. Não estamos aqui para acusar, nem elogiar, apenas para entender as causas de origem profunda na qual geram um grande desconforto para a humanidade e compreender que para tudo há uma razão de ser.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Atividade Mediúnica no Lar



    A todos aqueles que iniciam nos estudos espiritualistas ou que passam a ter seus primeiros contatos com o meio, é natural que possuam muitas dúvidas e pincipalmente curiosidade. Quanto há para se descobrir e experimentar? A empolgação é um traço de quase todos os iniciantes que devido a preconceitos e mitos vários gerados principalmente pelo desconhecimento, interpõem-se com tantas dificuldades que o contato com o mundo espiritual parece ser realmente coisa de outro mundo.
    Uma das primeiras dificuldades é exatamente na prática mediúnica realizada no ambiente doméstico. Alegam os entendidos que um local para qualquer atividade mediúnica deve ser “preparado” e estritamente localizado em algum centro. Vejamos até que ponto isto possui fundamento.
    A idéia deste preparo do ambiente tem por objetivo impedir que espíritos menos evoluídos, de pouca vibração, pouca luz, malignos ou desordeiros, como muitas vezes são conhecidos, não possam ter acesso ao local onde está ocorrendo a atividade mediúnica, claro que não preciso expor as razões óbvias para evitá-los dada a natureza ainda muito imperfeita de tais entidades.
    Kardec que foi o codificador do espiritismo sempre incentivou a tentativa e prática da atividade mediúnica no lar. Para isto, nos ensinou ele que são necessárias duas coisas muito importantes: boa intenção voltada para a prática do bem e o estudo e consequente preparo íntimo de quem deseja se dedicar a este tipo de atividade.
    Não quero com isso dizer que um preparo ambiental seja algo ruim ou até mesmo desnecessário, porém, não é imprescindível para uma atividade mediúnica como é a mudança e crescimento interior no sentido de buscar unicamente o bem. Não bastará que se prepare qualquer ambiente para que pessoas levianas e cheias de más intenções não sofram as consequências das quais serão suas próprias vítimas, pois elas mesmas, através de atitudes e pensamentos abrem campo para os tão temidos ataques de espíritos menos evoluídos.
    Um preparo do ambiente é importante sim, mas não fundamental. Equiparem o preparo do ambiente a um saneamento, como se fôssemos receber visitas importantes para não passarmos vergonha ou desagradá-los. Porém, se faltar o necessário preparo íntimo é o mesmo que estarmos sempre de portas abertas para quem quer que seja.
    O preparo ambiental é muito importante para reuniões públicas, onde várias pessoas estarão presentes. Tendo permitido a elas o acesso, muito difícil é que todo o grupo possua pensamentos e intenções do mais elevado nível, assim como a carga energética que lhes pertence. A neutralização destas energias e fluídos é consequência da preparação do ambiente.
    Ademais o contato espiritual é sempre permanente. O mundo espiritual coexiste com o material e não é apenas em atividades mediúnicas que os espíritos podem ter contato conosco. Isto eles fazem diariamente e incessantemente, porém de forma pouco perceptível para a maioria das pessoas, seja nos influenciando ou atuando de forma mais direta em todo tipo de coisa, razão pela qual não há como evitar contato espiritual.
    Ademais a todos que possuem mediunidade em certo grau já adiantado é até prejudicial a falta de uma atividade voltada para o bem. Ninguém recebe este dom sem motivo, e por qualquer razão que seja como o desleixo, preguiça ou medo, abdica de qualquer prática engrandecedora e deixa de estar amparado por bons espíritos ficando assim com o caminho aberto para os aproveitadores.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Mensagens de Emmanuel - Auto-libertação



“...Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.” – Paulo. (I Timóteo, 6:7)

Se desejas emancipar a alma das grilhetas escuras do “eu”, começa o teu curso de auto-libertação, aprendendo a viver “como possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”.
Se chegastes à Terra na condição de um peregrino necessitado de aconchego e socorro e se sabes que te retirarás dela sozinho, resigna-te a viver contigo mesmo, servindo a todos, em favor do teu crescimento espiritual para a imortalidade.
Lembra-te de que, por força das leis que governam os destinos, cada criatura está ou estará em solidão, a seu modo, adquirindo a ciência da auto-superação.
Consagra-te ao bem, não só pelo bem de ti mesmo, mas, acima de tudo, por amor ao próprio bem.
Realmente grande é aquele que conhece a própria pequenez, ante a vida infinita.
Não te imponhas, deliberadamente, afugentando a simpatia; não dispensarás o concurso alheio na execução de tua tarefa.
Jamais suponha que a tua dor seja maior que a do vizinho ou que as situações do teu agrado sejam as que devam agradar aos que te seguem. Aquilo que te encoraja pode espantar a muitos e o material de tua alegria pode ser um veneno para teu irmão.
Sobretudo, combate a tendência ao melindre pessoal com a mesma persistência empregada no serviço de higiene no leito em que repousas. Muita ofensa registrada é peso inútil ao coração. Guardar o sarcasmo ou o insulto dos outros não será o mesmo que cultivar espinhos alheios em nossa casa?
Desanuvia a mente, cada manhã, e segue para diante, na certeza de que acertaremos as nossas contas com Quem nos emprestou a vida e não com os homens que a malbaratam.
Deixa que a realidade te auxilie a visão e encontrarás a divina felicidade do anjo anônimo, que se confunde na glória do bem comum.
Aprende a ser só, para seres mais livre no desempenho do dever que te une a todos, e, de pensamento voltado para o Amigo Celeste, que esposou o caminho estreito da cruz, não nos esqueçamos da advertência de Paulo, quando nos diz que, com alusão a quaisquer patrimônios de ordem material, “nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele”.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Momento de Reflexão – O Teste Silencioso



    Havia em certo local, em uma época indefinida no tempo, uma escola de grande renome e reputação. Ensinava-se lá tudo o que dizia respeito a grandes conhecimentos e verdades, o que para a grande maioria das pessoas estava oculto. Os sábios que lá viviam eram cercados de mistério e prestígio, assim como um profundo respeito por aquelas pessoas que eram tidos até como sobrenaturais por muitos.
    E como o poder nada mais é do que o conhecimento, muitas pessoas que sabiam desejavam conquistar este conhecimento superior e oculto das coisas, mas os sábios eram rigorosos na escolha de seus futuros pupilos e apenas um teste era feito a cada cinco anos e que avaliava a capacidade intelectual assim como a compreensão psíquica. Muitos tentavam, porém poucos logravam êxito.
    O personagem principal de nossa história já era homem maduro e muito introspectivo para época e, repleto de boas intenções, estava decidido a se tornar membro efetivo da instituição de tão alto renome, tanto que para isso vinha se preparando a largos anos sabendo de antemão, que não bastava ler e decorar livros, mas principalmente buscar a compreensão oculta de cada coisa.
    Foi assim que se escreveu para os testes iniciais que foram logo superados por ele com relativa facilidade. O teste final era aberto ao público e era conhecido como o teste silencioso, uma vez que ninguém poderia falar sobre a pena de ser reprovado, e, o que era mais temível, dada a natureza pública do evento, cada prova não podia ser igual.
    Apenas nosso personagem e mais um corajoso jovem foram capazes de chegar ao teste final e lá se encontravam ambos, diante de uma banca de sábios silenciosos como os mortos e atrás o público atencioso e curioso em tentar compreender o que lá ocorria. Vamos achar ambos concentrados e aguardando a convocação para o início do teste silencioso.
    O jovem rapaz que também alcançara a fase final foi chamado primeiro por um sábio, apenas com o movimento da mão, e logo em seguida lhe mostrou o dedo indicador da mão direita apontado para o alto, o jovem refletiu um pouco e apontou o dedo indicador da mão esquerda para o alto copiando a atitude do sábio. O sábio mostrou-lhe dois dedos, o que também foi feito pelo jovem de maneira igual, assim como com o terceiro dedo. O sábio pareceu estar satisfeito e fez o jovem recuar indicando-lhe com a mão para que nosso herói pudesse vir à frente.
    O mesmo foi feito a ele com o dedo indicador, porém depois de refletir um pouco, mostrou-lhe dois dedos em atitude bem diferente da do sábio. Este um pouco que impressionado mostrou-lhe três dedos, no que foi prontamente respondida com quatro dedos, o que mais uma vez surpreendeu o sábio. Por fim, o sábio lhe mostrou cinco dedos e nosso herói lhe apresentou a mão fechada dando por encerrada esta parte com grande satisfação do sábio.
    Um outro sábio então colocou sobre uma mesa repleta de comestíveis e bebidas um grande copo de vidro transparente repleto de água até a boca e chamando o jovem sem emitir qualquer ruído lhe indicou a mesa. O jovem não compreendia bem o significado daquele grande copo repleto de água no centro da mesa e depois de muito pensar escolheu uma das bebidas mais valiosas e adicionou um pouco no grande copo o que fez que algumas gotas escorressem pela borda sendo convidado a abrir espaço com grande cara de reprovação por parte do sábio. Outro grande copo foi posto à mesa repleto de água e convidado pelo sábio a se aproximar, nosso herói meditou por algum tempo no significado daquela cena para grande apreensão da plateia que a tudo assistia aflita, e após decidir-se, afastou-se da mesa vagarosamente parecendo procurar algo, os sábios entreolharam-se como a questionar o motivo de tal atitude. Por fim, nosso herói parecendo ter achado o que procurava voltava com grande sorriso no rosto trazendo uma pequenina flor entre as mãos, e, com muito delicadeza a colocou sobre a água do copo sem deixar que escapasse nada o que foi prontamente aplaudido pelos sábios que apressaram-se a levantar e cumprimenta-lo com grande alegria, deixando o público mais uma vez sem compreender nada.
    Após a parabenização, nosso herói foi convidado a explicar ao público o que havia ocorrido no teste. Ele começou a explicar que o primeiro sábio com o dedo indicador lhe mostraria uma grande verdade, seu colega ao copiar-lhe a posição invertida quis com isso dizer que se espelharia nele com esta verdade e assim foi até a terceira, porém, ele mesmo quis mostrar ao sábio que lhe daria duas verdades ao invés de uma e assim foi até que chegasse a cinco, quando então ele lhe mostrou a mão fechado simbolizando o círculo sem início e sem fim representando o infinito. 
    Sendo em razão disto escolhida a segunda prova em que o copo repleto de água simbolizava a pessoa cheia de conhecimento. Qualquer conhecimento que fosse acrescentado “escorreria” pelo fato de alguém já estar repleto. Foi assim que seu colega perdeu a prova ao tentar acrescentar algo em um recipiente que já estava cheio. Ele preferiu demonstrar com a sua atitude de colocar a flor sobre a água que não veio para acrescentar nada, mas que poderia adicionar a beleza como uma forma de enxergar diferente aquilo que já conhecia.  

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fanatismo – O Perigo das Religiões (continuação)



    Para continuar a comentar sobre o tema procurei no Wikipedia a definição da palavra fanatismo: “Fanatismo (do francês "fanatisme") é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de natureza religiosa ou política. É extremamente freqüente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio. Em Psicologia, os fanáticos são descritos como indivíduos dotados das seguintes características: 1. Agressividade; 2. Preconceitos vários; 3. Estreiteza mental; 4. Extrema credulidade quanto ao próprio sistema, com incredulidade total quanto a sistemas contrários; 5. Ódio; 6. Sistema subjetivo de valores; 7. Intenso individualismo; 8. Demora excessivamente prolongada em determinada situação/circunstância”.
    É bem claro o texto quando expressa que o fanatismo é um estado irracional, convém lembrar aqui que Kardec ao codificar o Espiritismo deixou CLARO que qualquer interpretação irracional deve ser repudiada, pois tudo fundamenta-se em leis e princípios lógicos e racionais, onde assim, desfere ele um profundo golpe sobre as crendices e mitos que giram em torno dos estudos espíritas.
    Lamentamos ver irmãos que abdicam do ato de raciocinar, ponderar e refletir sobre o que quer que seja alegando estar assim agradando a Deus. Muitos religiosos acreditam que somente pela fé o homem pode alcançar uma pretensa salvação após a morte. Lembremos que a fé ensinada por Cristo nunca foi cega, pois Ele mesmo foi um ilustre Mestre a ensinar a todos, independente de raça ou condição social, através de suas parábolas para que o povo inculto e ignorante pudesse compreender alguma coisa sobre as Leis Maiores da Vida. Que necessidade haveria de ensinamento e compreensão se para uma fé cega bastaria apenas a crendice? Não seria melhor que Jesus tivesse vindo soltando raios, ordenando e exigindo obediência a Ele?
    Apurar os sentimentos através de uma fé inabalável no Criador é um dever de todo cristão, porém não esqueçamos que a lógica e o raciocínio também foram dados ao homem pelo mesmo Criador para que deles fizéssemos bom uso, não para que fossem renunciados por nenhum pretexto. Ademais, vale lembrar também que toda crença somente se torna sólida quando se apoia no conhecimento. A crendice de que imagens poderiam ser transmitidas de qualquer ponto do globo para aparelhos capazes de recebê-las só foi bem aceita por todos quando souberam e compreenderam a explicação física das ondas de rádio frequência e transmissão a longas distâncias.
    Algo semelhante se sucede também a tudo o que diz respeito à espiritualidade, uma vez que conhecendo e compreendendo os fenômenos e leis que regem o universo, o ser humano sai do abstrato e da crendice para algo palpável, explicável e racional como demanda a índole do homem científico do século vinte e um. Quando afirmou Jesus que nem só de pão viveria o homem quis com isto dizer que o conhecimento e a compreensão de tudo o que existe faz parte da índole humana.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fanatismo – O perigo das Religiões



    Certo dia, ao conversar com um colega que é evangélico e se diz estudioso no assunto, dialogávamos sobre ciência. Para alguém que se diz um estudioso na área, posso dizer que fiquei pasmado com algumas de suas alegações. 
    Em certo momento da conversa, falávamos sobre a evolução e uma das coisas que ouvi dele foi “o homem não evoluiu do macaco”, claro que contrariei esta alegação, uma vez que a lei de evolução faz parte da natureza e a tudo se aplica, pode ser lenta ou estacionária por muitos anos até, mas está sempre presente e nada contém a sua lenta, porém inabalável marcha, e as espécies animais e vegetais estão sujeitos a ela. A ciência hoje possui provas mais do que suficientes para se negar isso.
    Nossos irmãos evangélicos costumam cair no erro a que chamamos de fanatismo, uma vez que pretendem que tudo o que se é conhecido hoje seja distorcido segundo o que eles interpretam em relação à Bíblia. Por muitos anos as igrejas negaram tudo o que a ciência descobria ou afirmava alegando muitas vezes que era obra do diabo. No século 21, era da informação, não há condições de negar fatos, uma vez que eles existem e necessitam ser explicados, só resta então adequá-los segundo a melhor interpretação bíblica.
    Por séculos as religiões ocidentais defenderam que a Terra era o centro do universo e que o sol, assim como todas as estrelas, girava em torno do nosso planeta e nem por isso a ordem dos astros foi abalada. Triste seria a um destes religiosos constatar hoje que estavam completamente errados. Qualquer um pode acreditar no que quiser, mas lembrem-se de que a verdade é uma só e que nada irá mudar a gosto de quem quer que seja.
    Ficou claro que o meu colega deixou a entender que sendo o homem a imagem e semelhança de Deus não poderia ter evoluído de uma espécie inferior como os primatas, como se a natureza que é criação de Deus fosse algo inferior e incapaz de expressar a grandeza divina. Vale lembrar aqui que na afirmação bíblica de que o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus nada consta que esta criação está finalizada e que quem admite que assim seja, que o homem com toda sua imperfeição seja o produto final da semelhança com o criador, será triste, mas forçosamente terá que admitir que as falhas da criação são erros do criador.
    Atualmente há entre os evangélicos e católicos uma interpretação muito literal, em certos trechos apenas, do livro da gênese no qual tentam manter uma teoria chamada a teoria do “criacionismo”. O interessante desta teoria é de que tudo o que existe de insustentável no livro da gênese é interpretado de forma relativa e certas coisas, algumas vezes absurdas até, de forma literal. E claro, resulta uma teoria insustentável pela ciência e que volta aos moldes medievais podendo ser apenas aceita pela fé.
    Irmãos, abram os olhos, vivemos hoje num período de esclarecimentos e erros tão grotescos como estes não se sustentam diante das verdades já alcançadas pela ciência hoje. Que o homem acredite que o sol é azul ou que seja quadrado não fará com que ele altere a sua própria natureza, composição química e forma para atender ao orgulho de um pretenso conhecimento. Busquemos moldar o que sabemos as novas verdades e não distorcer as novas verdades ao que julgamos saber.
    A doutrina espírita ensina que o homem não é um produto acabado e que o estágio humano é apenas um entre muitos das etapas de experiência e aprendizado cujo objetivo final é a perfeição na qual nos assemelharemos perfeitamente com o criador, nota-se aqui o quanto estamos longe da meta a que devemos alcançar e para isto temos como prazo o infinito.
    A coisa mais triste desta estória é constatar como nossos irmãos ainda se debatem em questões tão primárias e superficiais como estas, quando poderiam estar desbravando um conhecimento espiritual muito superior e muito além destas questões materiais e de importância secundária.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Espaço Leitura – Legião



    Livro psicografado por Robson Pinheiro e escrito pelo espírito Ângelo Inácio, é o primeiro da série e trilogia “Um Olhar Sobre o Reino das Sombras”. Para aqueles que não conhecem o autor espiritual devo dizer que ele escreve de forma irreverente, algumas vezes cômico até, tornando a obra algo fascinante de se ler e simples de entender.
    Ângelo se une a alguns espíritos que trabalham na área de umbanda, porém com altíssimo conhecimento e elevação moral para ingressar nas áreas umbralinas e abissais do mundo astral para conhecer a ciência, a política de poder e os interesses dos espíritos vulgarmente chamados de trevosos. Nos relata assim a ordem que é estabelecida por eles, sua cadeia de comando e o gênero de vida que levam estes irmãos infelizes e perdidos na cegueira do egoísmo.
    É de impressionar o poderio do mundo trevoso, conhecemos no livro as falanges de cientistas voltados ao mal, da guarda especializada dos espectros, do conhecimento oculto dos magos negros, da especialização da falange de obsessores, enfim, de todo um mundo cuja existência é a ganância por poder e a satisfação em praticar o mal.
    O espírito do preto velho João Cobú acompanha a expedição e demonstra mais de uma vez que todo o poder do lado sombrio não é capaz de muita coisa contra a força do verdadeiro bem. Em razão disto, nossos irmãos trevosos se especializam em ataques indiretos contra as hostes do bem manipulando e alterando verdades para influenciar o maior número de pessoas a não conseguirem a reforma íntima necessário para sua elevação espiritual.
    O leitor irá se espantar ao deparar com casos como os de sequestro de duplo etérico de encarnados e com a avançada ciência empregada contra a humanidade, mas não devemos temer estudá-la, pois é conhecendo como o mal trabalha é que saberemos nos defender corretamente.
    É um ótimo livro no qual todo estudioso dos assuntos de espiritualidade deveria ler, pois trata de assuntos de importante interesse e na qual influencia de forma direta a sociedade na qual vivemos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Momento André Luiz – Trechos de Ação e Reação



    Irei transcrever abaixo alguns trechos do livro Ação e Reação de André Luiz no momento em que o autor se encontra em uma colônia de ajuda localizada nas regiões inferiores do umbral e no momento do relato, a região era castigada por uma grande tempestade.
    “Ventania ululante, carreando consigo uma substância escura, semelhante a lama, remoinhava com violência, em torvelinho estranho, a maneira de treva encachoeirada...
    E do corpo monstruoso do turbilhão terrível rostos humanos surgiam em esgares de horror, vociferando maldições e gemidos. Apareciam de relance, jungidos uns aos outros como vastas correntes de criaturas agarradas entre si, em hora de perigo, na ânsia instintiva de sobreviver...
    ... – Por que não abrir as portas as que gritam lá fora? Não é este um posto de salvação?
    - Sim – Respondeu o Instrutor sensibilizado -, mas a salvação só é realmente importante para aqueles que desejam salvar-se. Para cá do túmulo, a surpresa para mim mais dolorosa foi essa, o encontro com feras humanas, que habitavam o templo da carne, à feição de pessoas comuns. Se acolhidas aqui, sem a necessária preparação, atacar-nos-iam de pronto. E não podemos esquecer que a ordem e a base da caridade.
    Logo após, recompondo a expressão fisionômica, o Instrutor prosseguiu:
    - Somos hoje defrontados por grande tempestade magnética, e muitos caminheiros das regiões inferiores são arrebatados pelo furacão como folhas secas no vendaval.
    - E guardam consciência disso? Perguntou Hilário perplexo.
    - Raros deles. As criaturas que se mantêm assim desabrigadas, depois do túmulo, são aquelas que não se acomodam com o refúgio moral de qualquer princípio nobre. Trazem o íntimo turbilhonado e tenebroso, qual a própria tormenta, em razão dos pensamentos desgovernados e cruéis de que se nutrem. Alojá-los de imediato, nos santuários de socorro aqui estabelecidos, será o mesmo que asilar tigres entre fiéis num templo.
    - Mas conservam-se, interminavelmente, nesse terrível desajuste?
    - Isso não. Semelhante fase de inconsciência e desvario passa também como a tempestade, embora a crise, por vezes, persevere por muitos anos. Batida pelo temporal das provações que lhe impõem a dor de fora para dentro, refunde-se a alma, pouco a pouco, tranquilizando-se para abraçar, por fim, as responsabilidades que criou para si mesma.
    - Quer dizer então, - disse por minha vez – que não basta a romagem de purgação do espírito depois da morte nos lugares de treva e padecimento para que os débitos da consciência sejam ressarcidos...
    - Perfeitamente – aclarou o amigo – o desespero vale por demência a que as almas se atiram de incontinência e revolta. Não serve como pagamento nos tribunais divinos. Não é razoável que o devedor solucione com gritos e impropérios os compromissos que contraiu mobilizando a própria vontade...
    ...Asseguro-lhes assim, que nas zonas infernais propriamente ditas, apenas residem aquelas mentes que, conhecendo as responsabilidades morais que lhes competiam, delas se ausentaram, deliberadamente. O inferno, a rigor, pode ser definido como vasto campo de desequilíbrio, estabelecido pela maldade calculada, nascido da cegueira voluntária e da perversidade completa. Aí vivem domiciliados, às vezes, por séculos, espíritos que se bestializaram, fixos que se acham na crueldade e no egocentrismo...” 
 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Espaço Ramatis – Elementais



    Seguindo a explicação sobre a evolução do ser, chagaremos a fase elemental e nada melhos que uma explicação de Ramatis para tal questão.
    Pergunta – Poderemos receber esclarecimentos sobre a situação dos elementais? Devemos classifica-los como espíritos?
    Ramatis – São embriões de mentes humanas. Encarnarão primeiro entre os selvagens. Apresentam já esses condicionamento na sua união com os elementos da natureza e no fato de se esquivarem ao contato do homem preferindo a solidão dos ambientes silvestres. Como estacionam em nível elementar de evolução mental, recuam diante do desconhecido até que lhes capte a confiança e então tornam-se totalmente submissos, sem capacidade de discernir numa orientação própria. Não conseguem sobrepor-se à mente mais poderosa que os comanda. Por isso há homens conhecedores dos mistérios do pensamento e da vontade que influem e dirigem os elementais para alcançar propósitos pessoais.
    Desejamos alertá-los para o fato de que estes seres possuem a capacidade de formar hábitos e não se conformarão facilmente em modificá-los se seus irmãos mais desenvolvidos habituarem-nos a determinadas práticas. A responsabilidade de quem dirige seus poderes mentais é enorme e carregará consigo o séquito de seus colaboradores, suportando-lhes as tendências, que ele próprio incumbiu de alimentar. Assim, aqueles que com objetivos pessoais dominam mentes embrionárias, certos ou errados em suas atividades, terão que suportar a companhia e os riscos a que se ligam neste consórcio.
    Os elementais não existem para servir de companheiros serviçais do homem. A este, que está mais acima na escala da evolução, é que cabe dar, quanto aos detalhes da orientação a que devem obedecer aquelas mentes embrionárias, cumpre à direção mais alta da vida fornecê-la.
    Se vos entregardes a estas práticas nocivas e com o correr da evolução conseguirdes libertar-vos do amor às coisas temporárias, ainda assim tereis que arcar com o ônus de orientar um ser menos evoluído, responsabilidade que vos pesará, pois para ele será muito difícil a libertação de hábitos cultivados, em virtude de seu baixo teor vibratório.
    A situação dos elementais é a de quem abre os olhos para a vida a fim de ser enriquecido pela experiência que lhe surgir. São alegres, joviais e desconhecem os problemas morais que enredam o homem em sucessivas peregrinações pela Terra. São almas “em branco” quando surgem encarnadas após o estágio no plano astral. Não sofreram experiências, são crianças espirituais e isto pode ser sentido ainda na vibração de simplicidade que caracteriza os selvagens.
    Os elementais, pois, são Centelhas de Vida individualizadas, com uma etapa primária de evolução cumprida e outra maior e mais rica a ser vivida. São, portanto, espíritos em escala subumana de evolução.

Século 21 – Era do Mentalismo



    Muito embora todos os avanços tecnológicos que a humanidade atual alcançou, a sociedade é cada vez mais assolapada pelos vícios e desregramentos que atingem a todos. Neste caldo cultural onde parece não haver limites para mais nada e até mesmo a vida humana perdeu o valor e o significado. O ser humano se encontra em uma verdadeira cilada onde a porta aos prazeres grosseiros é a única saída que encontra.
    Frente a esta tempestade que aniquila a humanidade surge toda uma gama de doenças com seus cabedais de dores e sofrimentos a açoitar ininterruptamente toda a espécie. A medicina e seus representantes assim como uma grande representação de cientistas se vêem de mãos amarradas totalmente incapazes de sanar estes malefícios com suas drogas e intervenções.
    Cansado de sofrer, eis que o homem busca soluções em uma nova categoria de tratamentos procurando a causa de muitos males profundos no interior do psiquismo humano. Psiquiatria e psicoterapia são apenas alguns exemplos que as respostas procuradas pelo homem se encontram além da matéria física, em que nenhum olho humano é capaz de enxergar com seus microscópios.
    Desbravadores da psique humana, estes cientistas alcançam locais nunca conhecidos por ninguém, adentram o subconsciente, analisam o consciente, e se maravilham com o superconsciente. Comprovam que o homem é muito mais que uma simples máquina biológica e que além disto, todo o seu poder psíquico vai muito além das capacidades biológicas.
    Estes cientistas são os pioneiros da era do mentalismo, era em que chegamos agora e que nos demostrará que apenas o real equilíbrio interior do psiquismo humano será capaz de extinguir toda a gama de misérias que assola a todos nós. É chegada a hora de uma nova fase para a humanidade, onde buscaremos crescer, equilibrar e compreender toda a complexidade de nossa natureza interna.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Espaço Ramatis – A lei do Carma



    Explicação de Ramatis sobre a Lei do Carma ou Lei de Causa e Efeito.

    Ramatis – “Carma” significa encadeamento dos nossos atos com as consequências que lhes sobrevêm. Será lógico então que, à proporção que o tempo passa, o homem usufrua os benefícios de seus atos acertados e seja constrangido a ratificar as atitudes impensadas ou errôneas. De um modo geral essas situações vividas formam uma trama psicológica extensiva aos semelhantes, prejudicando-os ou beneficiando-os neste contato mútuo, na condição de espíritos em trabalho evolutivo.
    Quem penetrou o sentido profundo do Evangelho poderá desenvolver com vantagem as atividades de sua libertação cármica, pois exercitará constantemente o amor ao próximo, aproveitando todas as oportunidades de socorrer. No momento em que for colocado diante de problemas semelhantes aos vividos no passado, saberá como conduzir-se, desfazendo a trama em que se enredara, contribuindo, simultaneamente, para a libertação dos irmãos envolvidos nas mesmas dificuldades.
    A necessidade cármica fundamental do homem é buscar, incessantemente, a evolução. Entretando, pode fazê-lo em diversos graus de intensidade e ninguém será impedido de entregar-se com maior ou menor “força” às tarefas de auto-aprimoramento. As necessidades cármicas encaradas com valor possibilitam maior reajustamento, por uma questão de maior ou menor profundidade e não de erro ou acerto.

Animais – Espírito Grupo?



    Continuando com a explicação sobre a evolução no reino animal, nos deparamos com um termo novo para muita gente: espírito grupo, mas o que seria isto? Tentarei explicar resumidamente o que seria tal espírito.
    Na evolução espiritual, o espírito, ou centelha de vida como preferirem chamar, é emanada do Criador de forma simples e ignorante, ou seja, é um espírito “zerado” se é que posso chamar assim, não possui sequer a capacidade de atuar na matéria. Para isso e sob a orientação de espíritos mais elevados adquire nos reinos inferiores da natureza a capacidade de atuar na matéria levando esta capacidade adquirida através de seu subconsciente.
    Todo o conhecimento adquirido pelas etapas evolutivas anteriores faz parte de um arquivo inconsciente do espírito, que é utilizado independente de sua vontade de acordo com as necessidades, assim funcionam os reflexos e instintos inconsciente que possuímos, uma vez que agem alheios a nossa vontade e nem tão pouco temos que pensar em algo para isto ocorra, um exemplo são as batidas do coração.
    Uma vez na matéria, a centelha de vida, que ganhou sua individualização como ser, busca aprender a dominá-la, e uma vez superada este estágio, parte para o próximo passo, conseguir a individualização da consciência. É isto mesmo, os primitivos seres do reino animal, se esforçam para a emancipação deste núcleo consciente, são regidos todos eles por um forte impulso instintivo que os guia e controla nesta fase.
    Este forte impulso instintivo é chamado de espírito grupo e é individualizado para cada espécie atendendo as suas necessidades, desta forma, os animais mais primitivos agem, sentem e tomam decisões exatamente da mesma forma que outro da mesma espécie, assim é a maioria dos peixes. Passada a primeira fase de aquisição instintiva animal, a centelha vai conseguindo sua própria conscientização, alcançando um nível mais aperfeiçoado no reino e adquirindo seus próprios traços de personalidade.
    Os chamados animais superiores nada mais são do que centelhas que já conseguiram um certo grau de evolução consciencial, estão acordando para a vida, e embora tenham muito dos instintos animais em comuns com o da mesma espécie, é claro a diferença que existem entre eles, exemplos são os cachorros e gatos.
    Superado a fase animal, a centelha de vida chega a fase elemental, onde buscará outras aquisições para prosseguir sua marcha evolutiva.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Animais – Possuem outras vidas?



    Respondendo a uma dúvida sobre se animais os animais possuem reencarnação, outras vidas e até uma possível vida espiritual, vou postar um breve texto a este respeito.
    Primeiramente voltaremos aos princípios básicos do kardecismo onde o Livro dos Espíritos nos afirma que todos fomos criados simples e ignorantes e começamos a jornada evolutiva na forma mais primitiva possível. Sendo assim, para chegarmos a atual fase evolutiva que é a humana já passamos por reinos inferiores na natureza a começar pelo mineral, desenvolvendo a capacidade de organização molecular, pelo vegetal, aprimorando energias de vitalidade, assim como desenvolvendo aptidões para memória, pelo reino animal, onde o espírito passa pela fase de desabrochar da consciência para finalmente chegarmos ao reino em que podemos por uma neologia chamar de hominal.
    As pessoas de hoje foram os animais de ontem, pois a isto obedece a lei do progresso em sua incessante marcha evolutiva, assim como os homens de hoje são os futuros anjos de amanhã. Esta marcha evolutiva pode ser demonstrada na mente onde o subconsciente traz acumulado a síntese deste passado pelos reinos da natureza, expressa assim o conjunto de nossos instintos, automotismos e pendências. O consciente é a síntese de nosso presente, de nossas atuais necessidades evolutivas e aprendizados recentes. E temos ainda o superconsciente a expressar nossas metas e ideais futuros que devemos alcançar.
    Todo animal assim, nada mais é do que um simples espírito na condição primária evolutiva, mas que a marcha do progresso o fará avançar para formas cada vez mais evoluídas, tendo por isso mesmo encarnações e múltiplas vidas onde estagia em diversos pontos sempre com a finalidade última da evolução. Esta diversidade de aprendizados ora se passa no plano material, ora no plano astral e isto depende das necessidades quer seja individual ou coletiva.
    Em uma futura postagem pretendo colocar algo mais sobre a condição espiritual dos animais e também dos espíritos que se encontram na condição evolutiva logo acima também conhecidos por espíritos da natureza ou elementais.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Espaço Leitura: Mensagens do Grande Coração



    Livro escrito por espíritos diversos como Ramatis, Emmanuel, André Luiz, Akenaton entre outros e psicografado por América Marques juntamente com Wanda Jiminez. Como o título nos demonstra, a obra em sua primeira parte traz diversas mensagens de vários espíritos com temas e assuntos variados. 
    Grande Coração é o nome dada a metrópole espiritual de onde provêm grande parte destes mensageiros, assim como Nosso Lar é uma outra metrópole espiritual. Entre as mensagens temos as que tratam de União Fraterna, Renovação através das Encarnações, A Sociedade, Jesus entre Outras.
    Já a segunda parte do livro trata de ensinamentos realizados por Ramatis e entre os assuntos estão: o carma, os elementais, a mediunidade, união das correntes religiosas entre outras; assim como ainda trás uma orientação aos médiuns em que Ramatis a tudo responde de maneira clara e objetiva.
    A terceira parte diz respeito ao trabalho de recordação do passado e orienta como praticá-lo, assim como traz alguns ensinamentos sobre estados de consciência, alguns sentimentos como culpa e confiança e encarnações chave.
    E para finalizar, a quarta parte, nos fala a respeito dos trabalhos de cura, sobre suas instruções e terapias como a cromoterapia, terapia realizada com auxílio das cores, e também as terapias realizadas através das ondas sonoras e homeopatia.
    Ou seja, é um livro rico em instruções e ensinamentos que qualquer adepto do espiritualismo ganhará muito em estudá-lo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Momento Reflexão – O caminho do Meio



    Há muito tempo vivia um rei que por ser muito egoísta vivia em luxuoso palácio esquecendo na pobreza e miséria o seu povo. O rei teve o seu primeiro filho e gostava tanto do menino que nunca quis que ele soubesse o que seria a dor, o sofrimento, a pobreza ou a doença.
    Os anos foram correndo de maneira mansa quase esquecendo-se de existir e o menino foi crescendo habituado a todo aquele luxo e riqueza, em um lugar onde os seus desejos eram ordem, exceto de um, não podia em hipótese alguma deixar o palácio e por todos era impedido disto fazer, pois se pagava com a cabeça qualquer falta cometida contra a realeza daquela época.
    O príncipe que agora era um rapaz vivia relativamente tranquilo, pois acreditava sinceramente que todas as pessoas que existiam no mundo viviam de certa forma parecidos com eles na fortuna e abastança. Mas encomendava-lhe a única coisa que não podia fazer, conhecer o que havias por trás das muralhas de seu feliz território.
    A idéia assim como a vontade de conhecer o que lhe era proibido foi crescendo em seu âmago e começou a pedir insistentemente ao pai para que conhecesse ao menos o reino em que vivia. O rei, que fez de tudo para que seu filho jamais conhecesse algo que fosse ruim, teve uma brilhante idéia. Mandaria o exército à frente do carro do príncipe para que os soldados limpassem as ruas, tirassem os doentes e mendigos, pagaria as multidões para que clamassem com alegrias o nome do príncipe.
    E assim fez o rei, o príncipe estava ansioso com o seu primeiro passeio e ficou maravilhado com o deslumbre das ruas, da felicidade do povo que o gritava com demonstrações de alegria e jogavam pétalas de rosas por onde passavam. O plano do rei surtiu efeito porque o príncipe voltou convencido de que tudo e todos eram felizes assim como ele que vivia em seu palácio.
    Passados alguns anos, o príncipe tinha feitos alguns passeios a mais e sempre a estratégia do rei triunfava. Porém, o príncipe começou a ficar intrigado com a aparente felicidade do povo e arquitetou um plano engenhoso para que pudesse escapar do palácio a noite sem que ninguém desse por sua falta.
    Assim procedeu o príncipe e ao chegar as ruas a noite foi tomado por um verdadeiro sentimento de horror, pois estava apreciando a miséria, a fome, a doença e a dor pela primeira vez em sua vida. Não acreditava que tudo aquilo pudesse ser verdade e bastou algumas voltas na lastimável cidade para que o príncipe nunca mais fosse o mesmo.
    A tristeza cravou-lhe fundo na alma as suas garras e o príncipe não teve mais a vontade e a coragem de voltar para o palácio, preferindo refugiar-se na mata e tentar encontra a resposta para o sofrimento humano.
    Assim, da opulenta riqueza em que vivia, passou a uma drástica miséria, de um extremo ao outro tentando encontrar a solução para estes problemas. Buscava compreender a vida, achar a razão do porque as coisas deveriam ser assim, riqueza extrema para uns e pobreza miserável para outros. Acreditava que tudo tinha que ter um significado.
    Certa vez perambolando pelas matas e tentando solucionar os mistérios da vida, se deparou com um pai ensinando o filho a afinar um violão e escutou um ensinamento que viria a modificar totalmente sua vida mais uma vez. Ouviu o pai falar: se deixar a corda frouxa ela não toca e se apertá-la demais ela arrebenta.
    Uma luz se fez nos pensamentos do príncipe e este compreendeu que o perfeito equilíbrio é o caminho do bem e passou a chamar o equilíbrio de caminho do meio. Depois muitas outras descobertas teve o príncipe e saiu a ensinar o povo que vivia de forma tão deplorável sendo aclamado pela maioria como um grande iluminado.
    O príncipe chamava-se Sidarta Gautama, conhecido no mundo futuramente pelo nome de Buda.

Espaço Leitura – Missionários da Luz



    Terceiro livro da série, escrito pelo espírito André Luiz e psicografado por Chico Xavier, a obra demonstra o crescente progresso do nosso amigo e instrutor espiritual André Luiz que, após passar por uma dramática desencarnação contada no livro Nosso Lar, André começa a nos contar suas experiências vividas no plano astral.
    Definitivamente integrado as hostes de ajuda e auxílio terrestre, nosso amigo espiritual atinge níveis cada vez mais elevados na espiritualidade conforme aprende, se instrui e progride moral e cientificamente.
    Nesta obra, o médico André Luiz acompanha diretamente vários casos e pessoas com relação direta à mediunidade, e com uma sagaz curiosidade a respeito de tudo, passa por vários locais nos descrevendo e ensinando uma infinidade de coisas e pormenores relativos aos médiuns, à prática e ao exercício deste dom, conferido a nós para auxílio e adiantamento dos que estão interessados no progresso e evolução no Bem.
    Desvendando o lado de lá, ou mundo oculto, ou mais conhecido como plano astral, a série de André Luiz sempre nos traz imensas novidades e esclarecimentos das leis espirituais que nos regem e demonstra como vivemos parecidos com cegos num universo maravilhoso.
    Para finalizar, os leitores sentirão a responsabilidade dos compromissos assumidos junto à espiritualidade antes de virmos ao mundo e aprenderão as consequências de quem cumpre ou trepudia as Leis Divinas. 

Espaço Leitura – 50 Anos Depois



    Livro escrito pelo espírito Emmanuel e psicografado pelo nosso querido médium Chico Xavier, é a continuação da anterior obra escrita por Emmanuel chamada "Há 2000 Anos". Ótimo romance espírita que nos leva a vivenciar a Roma antiga e seus cruéis hábitos e leis. Para aqueles que se emocionaram ao acompanhar a estória do orgulhoso senador romano Públio Lentulus, vão apreciar o desenrolar dos acontecimentos ocorridos 50 anos após os eventos do primeiro livro.
    Emmanuel descreve de forma impecável os locais, os costumes, os hábitos e os sentimentos daqueles que viveram com ele, agora na pele do escravo Nestório, e como a crueldade, o egoísmo e o orgulho eram os valores dominantes na antiga sociedade romana.
    A obra é marcada por vários momentos emocionantes, os quais evito de maior maneira possível, não comentá-los para que não retire do leitor o prazer em descobrí-los durante a leitura.
    O que posso falar é que Emmanuel, vivendo como escravo e já convertido ao cristianismo, começa a resgatar suas grandes dívidas cármicas através de muito trabalho e sofrimento, revelando para nós espíritas episódios que são grandes exemplos de aprendizado. 
    Emmanuel ao nos abrir a alma e presentear-nos com seu sofrido passado, deseja que reconheçamos nele os erros e falhas humanas, que apesar de já terem passado cerca de 2000 anos, ainda continuam praticamente os mesmos. Doando-nos suas antigas experiências terrenas, deseja como todo antigo cristão, que deixemos para trás a antiga roupagem do homem velho cheia de vícios para nos transformarmos num homem novo repleto de virtudes, como exemplificou ele mesmo em vida.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Dúvida - Choque anímico?



    Depois de lerem minha modesta publicação sobre ajuda e socorro espiritual, alguém me perguntou o que significa choque anímico. Tentarei explicar de forma bem simples.
    Choque anímico origina-se do termo animismo empregado no espiritismo para designar um fato que pode ocorrer durante um evento mediúnico onde o médium interfere, conscientemente ou não, na manifestação espiritual.
    Relembrando os nossos estudos kardecistas, existem basicamente três tipos de médiuns, os mecânicos, semi-mecânicos e os intuitivos. No primeiro caso, o médium exclusivamente mecânico, é praticamente uma ferramenta cega não interferindo em qualquer comunicação ou manifestação que venha a ocorrer através de seus dons.
    Nos outros dois casos, o médium atua consciente ou semi-consciente, e atua de forma mais ou menos ostensiva sobre a manifestação em que faz parte. O médium age como se fosse um filtro, recebendo as impressões e alterando-as de acordo com o seu grau evolutivo e de instrução podendo isto acontecer também sem mesmo perceber isto.
    O médium deverá ser sempre muito criterioso para compreender os pensamentos que lhe pertencem ou não e, quanto mais treinado e apto for para o trabalho, mais claramente entenderá o que deve ser passado, o que deve ser censurado e o que é apenas fruto do animismo.
    Infelizmente como o estudo e preparo ainda são muito deficientes é natural que um médium dramatize algo simples, que no caso é animismo, intercale suas idéias pessoas com as do desencarnado embaralhando a mensagem, que é animismo, ou pelo contrário, não faça uso desta sua faculdade e deixa “transmitir” coisas impróprias ou desnecessárias.
    Voltando a questão principal, um choque anímico seria o mesmo que um choque energético onde o desencarnado encontrará uma outra mente atuando em cima da sua, muitas vezes retirando-o de um vicioso círculo mental e passa a perceber assim, outras coisas, talvez o corpo emprestado do médium, ou o novo ambiente em que se encontra.
    O objetivo é sempre despertar no desencarnado uma nova condição mental, a que com a falta de um corpo físico e suas energias, está em condições muito difíceis de fazê-lo por si mesmo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ajuda mediúnica – Socorro Espiritual



    É comum vermos em qualquer centro espírita, algum trabalho de socorro aos desencarnados realizado pela equipe mediúnica, e para a grande maioria, tudo ali é um mistério no que diz respeito em como ocorre, quem realiza e como é este socorro.
    Vale lembrar que cada caso é um caso, e o que pretendo escrever aqui é por assim dizer de forma generalizada e coloco como exemplo um atendimento em que é dos mais comuns, o de esclarecimento dos desencarnados ou obsessores.
    Primeiramente tenhamos a idéia de que o principal e mais difícil trabalho é realizado no plano astral por espíritos diversificados em tarefas específicas, temos assim uma vasta variedade de especializações no que dizem respeito à ajuda e socorro de desencarnados. Temos técnicos aprimorados por exemplo em psicometria, faculdade em que tocando-se objetos entra em relação com pessoas e fatos envolvidos, onde pode desvendar assim o passado e a trama do que ou quem está envolvido. Temos também técnicos experientes em doação de energias e ativação de chackras que são os centros de força energéticos que possuímos.
    A quantidade e aplicação de técnicos no astral é vasta e não cabe aqui nos alongarmos em demasia, citei apenas estes como exemplo. Mas então nos perguntamos qual a necessidade da ajuda de médiuns e pessoas encarnadas nestes atendimentos?
    Como encarnados possuímos dois corpos a mais que eles, o físico e o duplo etérico. Possuímos assim a faculdade de elaborar certos fluídos energéticos e animais com estes corpos em que ajudam e muito no tratamento de nossos irmãos necessitados, como o tão famoso ectoplasma por exemplo.
    Desencarnados que ainda vibram em condições grosseiras e primárias demais necessitam ainda de uma breve incorporação mediúnica, pois este recurso lhe proporciona um choque anímico em que muitas vezes os tiram de vícios mentais que impediam de avaliar sua real situação e casos há que através de um desencarne violento, a entidade acredita-se ainda mutilada, algo que é remediado com alguns momentos em contato direto com as energias vitais de um contato direto com um médium.
    Em relação aos obsessores, o choque direto com a realidade material, onde já viveram e passaram muitas experiências, desencadeia em seu psiquismo, “uma volta” a condição humana, coisa em que muitos deles tentaram esquecer, e os guias espirituais aproveitam-se desta oportunidade para reativar lembranças amorosos ou dolorosas de seu passado, provavelmente os motivos reais que o levaram a se rebelar.
    Eis um pequeno resumo dos trabalhos de ajuda e socorro espiritual prestados num centro espírita. Se alguém tiver dúvidas em relação a este vasto e amplo tema, ficaria feliz em tentar ajudar.

Espaço Leitura – A Vingança do Judeu



    Este é mais dos livros que mereciam ganhar um prêmio literário. Obra prima de Rochester, este livro demonstra sua grande genialidade como escritor. Romance espírita psicografado pela médium Wera krijanowsky é um trabalho rico na linguagem e formas de expressão, assim como é de simples entendimento.
    Rochester narra uma de suas encarnações onde vive na pele do personagem principal, o jovem Samuel Mayer, que sofre o estigma do preconceito contra sua raça, os judeus. Rochester se apaixona por uma jovem de nome Valéria e faz de tudo, luta contra todos para realizar o seu sonho de casar-se com a amada, mas o destino lhe frustra as esperanças e por isso decide tramar uma grande vingança contra aqueles que entraram em seu caminho.
    Personalidade extremamente marcante, Rochester possui um caráter muito cativante deixando o leitor totalmente preso à estória e ao seu personagem. Muito carismático, não há no livro personagem que não resista a seu modo sedutor de agir e atuar, aliando-se a isso as grandes revira voltas e reveses em que Rochester é mestre em saber conseguir tornando assim cada fase do livro algo inédito e surpreendente.
    Para quem nunca leu nada de Rochester, eis uma ótima opção para se ter contato com a forma única e inusitada com que nosso ilustre escritor nos descreve suas experiências terrenas e as consequências advindas das atitudes, sejam boas ou más. 
    Não podendo esclarecer mais nada ao leitor correndo o risco de prejudicar-lhe a surpresa da leitura, menciono apenas um comentário que ouvi de uma pessoa quando acabou de ler este livro: “Depois de lermos um livro que conta uma das vidas de Rochester, parece até que a minha vida é um livro com páginas em branco...”

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Expurgo Planetário – É o Fim?



    Para aqueles que gostam de se aventurar nas profecias apocalípticas, devem conhecer profundamente do que se trata um processo de expurgo. Tentarei esclarecer de uma forma simples e resumida o que vem a ser um expurgo planetário e antecipadamente peço perdão se esquecer ou omitir algo importante, pois o espaço para publicação não deve ser muito longo.
    Quando estudamos o espiritismo e seus conceitos básicos, sabemos que todos os mundos são de certa forma habitada, na maioria em outras dimensões e níveis energéticos, aos quais não conseguimos captar. E que estes mesmos planetas ou mundos podem ser classificados de acordo com seu nível evolutivo, assim temos os mundos primitivos, os de expiação e provas, os de regeneração, os felizes e os que podemos chamar de divinos.
    Nosso planeta se encontra classificado como mundo de expiação e provas, onde o mal e a ignorância são predominantes e a dor ainda é o meio de progresso mais comum a seus habitantes. Porém, estamos no limiar de uma transição para o próximo grau evolutivo, onde passaremos a integrar os mundos de regeneração. Nesta etapa o bem predomina sobre o mal, a sociedade se baseia em reais valores morais e a dor já não será o aguilhão evolutivo como acontece hoje.
    Tudo isto nos demonstra a existência da lei de evolução, onde tudo que há no universo está em constante progresso. O expurgo acontecerá porque em nosso planeta existem criaturas em diversos graus evolutivos, desde os que acabaram de deixar a animalidade, recém-egressos dos mundos primitivos, assim como existe aqueles que já estão num elevado grau de conhecimento e domínio do bem. 
    Atingindo o nosso planeta um patamar superior, aqueles que não mais se sintonizem com as forças superiores e regenerativas que farão parte de nosso orbe, serão transferidos para outros mundos em que se apresentam nas condições em que a Terra estava no início de nosso ciclo atual. Imaginem os mundos como classes de aula, onde o universo é a escola. O ano letivo está chegando ao fim, e os alunos reprovados reiniciarão o aprendizado em outra classe. 
    Sabemos ainda que a grande maioria de nossa população terrestre não terá condições de ser aprovada neste exame, de onde se conclui que serão poucos os que permanecerão em nosso mundo após estas mudanças. O próprio magnetismo energético do ser o impedirá de encarnar neste planeta, uma vez que não encontrará afinidade para isto.
    Segundo Ramatis, este processo será gradual, e seu início começou por volta de 1950, várias transformações de ordem geológica, científica e social acontecerão. Veremos muitos carmas coletivos e uma inversão nos valores morais com o aumento de uma população ainda inferior que encarnará neste período, pois serão dadas a eles as últimas chances de se renovarem.
    O expurgo planetário, desta forma, determina o fim de uma etapa evolutiva e o início de outra. Esperemos que estes dias cruciais para nosso planeta passem o mais rapidamente possível e que a paz volte a reinar em nossas vidas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Mensagens de Emmanuel


Não resisti a tentação de publicar mais esta linda mensagem de Emmanuel, que nos adverte em relação ao medo de ação na vida.

                       Tendo Medo

"E, tendo medo, escondi na
terra o teu talento..."
(MATEUS, 25:25.)


Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.
Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.
Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam. E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.
Medo de trabalhar.
Medo de servir.
Medo de fazer amigos.
Medo de desapontar.
Medo de sofrer.
Medo da incompreensão.
Medo da alegria.
Medo da dor.
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.
Na vida, agarram-se ao medo da morte.
Na morte, confessam o medo da vida.
E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.
Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Momento de Reflexão - O enigma do aço



    Um certo jovem que vivia no oriente em um passado distante, nutria o desejo de ajudar e servir aos pobres, colonos, agricultores, enfim, ao povo que era simples e muitas vezes passava por injustiças. Seus pais então o encaminharam a um antigo templo espiritualista para que pudesse ser instruído e ter a possibilidades de um dia realizar os seus anseios de benfeitor do povo.
    Como era de costume naqueles tempos, o pretendente a ingressar na vida monástica deveria romper com o mundo e ainda vencer os primeiros testes de iniciação que demonstrariam a coragem e a força de vontade do iniciante dos conhecimentos milenares.
    Para este jovem não foi difícil passar pelos testes uma vez que seu caráter impetuoso e destemido muito o ajudou e logo era membro integrante do templo como aprendiz. Durante os primeiros anos ensinava-se muito filosofia espiritualista e artes marciais como é de costume no oriente. Passada a primeira infância, o jovem conseguiu atingir o título de discípulo onde ganhou sua primeira espada verdadeira, sendo assim, reconhecido como homem naquela sociedade.
    Cada vez o jovem se tornava mais eufórico vivenciando antecipadamente em sua imaginação as lutas que venceria em prol dos necessitados tão logo deixasse o título de aprendiz. Treinou durante alguns anos tenazmente, era o melhor espadachim, lia e decorava todos os textos milenares sempre se destacando em sua turma.
    Estava próxima a época em que os mestres avaliavam as turmas para verificar quem estava apto a ser aprovado. Ficou sabendo que para cada turma existia uma avaliação diferente, sendo surpresa para todos como seria o fatídico dia.
    Chegando o tão esperado momento, o jovem que se sentia preparado habilmente para passar, pois sabia todos os textos decorados e venceria facilmente qualquer oponente de sua turma numa luta de espadas, foi chamado a sós para sua surpresa enquanto os outros ficavam aguardando. Diante de um mestre que lhe avaliava, escutou o seguinte: “Tens sido o melhor de sua turma, mas hoje a batalha será vencida apenas pela reflexão. Então me responda meu jovem, diante de tudo o que aprendeu aqui, qual é o enigma do aço?”
    Diante de tal pergunta o jovem se sentiu desarmado, não sabia a resposta, ele e toda a turma foram reprovados tendo que treinar e estudar um ano inteiro por outra oportunidade. Ficou sabendo que eram poucos os que passavam desta fase em outras turmas. Mas não desistiu, e ao final de outro ano, foi submetido a outro teste, em que também errara a resposta. Ele não sabia o que significava o enigma do aço, e mais um ano, seguido de outro e outro, e quase a turma todo já havia desistido.
    Revoltado por não conseguir passar, pegou sua espada e fugiu do templo querendo atender a suas antigas idéias. Rodou pelo mundo conhecido se envolvendo em pequenos dilemas apenas, pois aquela época em que vivia reinava uma paz duradoura entre os povos. Conheceu cidades, aldeias, povoados, e já demonstrava frustração por não conseguir envolvimento em nada realmente grande ou de valor.
    Após perceber que seu tempo ia passando e sendo aconselhado por alguns colegas, resolveu casar-se com uma linda jovem na qual acreditava lhe traria um novo sentido para a vida. Aposentou sua vida de andarilho, construiu um lar, teve filhos e acabou por ter uma vida simples de camponês, o que muito o infelicitava, acostumado que foi a lidar com pessoas instruídas do templo, muito diferente dos rudes camponeses em que foi obrigado a conviver.
    Velho e frustrado pensava ainda nos seus dias de glória quando aprendiz do templo, porque será que nunca soubera responder a maldita questão do enigma do aço? Em nenhum livro ou tratado algo assim foi mencionado. E, certa vez, quando comemorava um aniversário, um de seus filhos lhe trouxe a antiga espada do templo guardada a anos desde sua mudança de vida.
    O jovem que agora era velho apreciava o artefato com cuidado lembrando-se de seus sonhos e qual foi a surpresa quando retirou a arma de sua capa, a espada estava toda enferrujada. O velho começou a chorar convulsivamente sem ninguém entender, pois finalmente entendera o enigma do aço.
    Toda arma, assim como todo conhecimento deve ser posto em prática diariamente. Em exercícios ou atividades, nada deve ficar sem uso. A espada enferrujou por falta de manuseio, e quem neglicencia o que sabe, acaba com o conhecimento enferrujado.